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Parlamento aprova isenção fiscal para UEFA, Governo nega que seja “borla” fiscal

09 jul, 2020 - 21:55 • Paula Caeiro Varela

A UEFA não vai pagar impostos em Portugal. Apesar das críticas de vários partidos, o parlamento vai deixar passar a proposta do Governo.

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Bloco de Esquerda, Iniciativa Liberal, Chega e PAN foram os mais duros perante a proposta do Governo para isentar do pagamento de impostos os clubes, equipas e a organização da final da Champions, que vai realizar-se em Portugal, em agosto. São esses os partidos que já anunciaram o voto contra na votação de amanhã.

André Silva, do PAN, falou mesmo em "borlas fiscais" que são imorais, diz o deputado, perante as várias consequências da pandemia na sociedade portuguesa. O Governo contra-argumenta, alegando que é apenas o princípio da reciprocidade que está em causa: é assim quando clubes portugueses vão jogar fora em competições deste género – e o princípio serve para evitar a dupla tributação.

Mais, acrescentou, a realização do evento torna-se ainda mais necessária no atual contexto, com António Mendonça Mendes a manifestar esperança de que sirva para promover a imagem do país e ajudar na recuperação económica.

O Bloco de Esquerda torceu o nariz ao argumento do secretario de Estado dos Assuntos Fiscais: com estádios vazios, é pouco provável que venham turistas.

Do lado oposto do hemiciclo, cartão vermelho da Iniciativa Liberal, mas também do Chega. O CDS foi igualmente crítico, mas não quis revelar o sentido de voto.

PSD e PCP vão abster-se na votação de amanhã.

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