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Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo

Pandemia de Covid-19. Turismo não vai poder ajudar à recuperação económica

08 jul, 2020 - 17:34 • Lusa

"[Turismo] só vai aparecer mais tarde, quando a mobilidade se recuperar”, defende o presidente da APAVT.

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O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, defendeu, esta quarta-feira, que o turismo não pode apoiar a recuperação económica face ao impacto da pandemia de covid-19, uma vez que está dependente da retoma da mobilidade.

“Sabemos que há duas preocupações nesta crise - a primeira é que esta é a maior que estamos a viver, a segunda é que o turismo não pode ajudar na recuperação. Só vai aparecer mais tarde, quando a mobilidade se recuperar”, considerou Pedro Costa Ferreira, que falava num ‘webinar’ do Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas (IPDAL).

Para este responsável, a resposta para a mobilidade tem que ser global, tendo em conta que “não vale a pena recuperar a confiança em Portugal se, [por exemplo], em Cuba não estiver recuperada”.

No entanto, a recuperação está dependente “de uma resposta em termos de saúde pública”, que passa por uma vacina contra a covid-19 e por terapias.

“O turismo não é distanciamento social é relacionamento social”, vincou o presidente da APAVT, acrescentando que o grande desafio para Portugal é manter a oferta turística e os ‘players’ do setor vivos.

“É urgente que os apoios a fundo perdido cheguem às empresas. Só isso as vai manter vivas e permitir a recuperação do turismo e da economia”, concluiu.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 544 mil mortos e infetou mais de 11,85 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.631 pessoas das 44.859 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.


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