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Só com os "miúdos" não dá. Sporting tem de ir ao mercado, avisa Luís Vidigal

07 jul, 2020 - 13:45 • Rui Viegas

Antigo médio e dirigente do Sporting salienta que "terão de ser sempre contratados jogadores com experiência internacional, jogadores com peso", para conciliar com os jovens da formação. Vidigal aprova possível contratação de Feddal.

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Luís Vidigal, antigo médio e dirigente do clube, considera que, caso queira rivalizar com Benfica e FC Porto na corrida ao título nacional, o Sporting tem de reforçar-se com jogadores de "peso internacional", aliando estes aos jovens valores da sua formação.

Em declarações a Bola Branca, Vidigal frisa que é "absolutamente" necessário ir ao mercado na próxima janela, para construir a fórmula que permitirá ao Sporting sonhar com o regresso às grandes conquistas.

"Caso contrário, será um ano valioso em termos de aposta na formação, mas, desportivamente, sem sonhar muito com o título. É uma realidade", argumenta o antigo médio e dirigente leonino.

Para Vidigal, "o facto de o Sporting ser um clube formador, dos melhores do mundo, não significa capacidade para lutar ano após ano por títulos":

"Terão de ser sempre contratados jogadores com experiência internacional, jogadores com peso, não sobrecarregando do ponto de vista financeiro as contas do clube, que garantam equilíbrio e experiência suficiente para que esta juventude possa crescer. Isso sim, esse misto de jogadores poderia ser a fórmula exacta para que o Sporting pudesse rapidamente recuperar o estatuto de poder competir com Benfica e FC Porto. A pensar só nos jogadores da formação, terá um longo percurso para consolidar essa dita formação."

Segundo lugar era sonho impossível


Vidigal diz perceber o porquê de se ter falado na hipótese de a equipa de Rúben Amorim ainda poder atingir o segundo lugar da Liga. No entanto, considera que, em boa verdade, não passava de uma utopia.

"É natural que a estrutura mantenha sempre acesa essa possibilidade de lutar pelo segundo lugar, mas para o segundo lugar, e temos de ter consciência das dificuldades que temos ainda esta época, com jogadores novos e dores de crescimento, teria de haver um super Sporting e um Benfica desastroso até final da época, perdendo todos os jogos", sustenta.

O nulo em Moreira de Cónegos parece ter colocado um ponto final nesse discurso. Frente ao Moreirense, o Sporting não foi ao encontro de um crescimento que, desde a retoma, se traduzia em quatro triunfos e um só empate. Algo que surpreendeu Vidigal.

"Esperava continuidade nesse crescimento, as alterações trouxeram um Sporting diferente, mas a verdade é que não funcionou da mesma forma, independentemente da qualidade dos jogadores. Também houve inteligência da parte de Ricardo Soares, taticamente muito bem, a controlar os espaços que o Sporting consegue criar", admite.

Se Feddal estiver bem, é bom reforço


Zouhair Feddal poderá ser o primeiro reforço do Sporting para a próxima época. De acordo com alguma imprensa, portuguesa e espanhola, o acordo entre leões e Bétis estará praticamente fechado em redor dos três milhões de euros, com o clube de Alvalade a oferecer um contrato de quatro épocas ao central marroquino, de 31 anos.

Luís Vidigal, que o conhece "muito bem", aprova a eventual chegada de Feddal ao Sporting. O defesa africano teria como missão ocupar a vaga de Jérémy Mathieu, que acabou a carreira devido a uma grave lesão.

"A única questão prende-se com a recuperação total de uma lesão que teve no tendão de Aquiles, mas que estará debelada. Do ponto de vista da sua inteligência a atuar naquela posição, da experiência e da capacidade para ser uma mais-valia, tenho poucas dúvidas", afirma.

Feddal está "habituado a competir num dos melhores campeonatos do mundo, o espanhol", e tem a mais-valia de ser esquerdino.

"O Sporting tem na antecâmara o Gonçalo Inácio, o Quaresma, que tem vindo a crescer, e seria mais um jogador experiente para ajudar naquele setor", termina o antigo médio e diretor de futebol do Sporting.

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