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Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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​Título à vista com vestes azuis

06 jul, 2020 • Opinião de Ribeiro Cristovão


O FCP, mesmo sem ter deslumbrado em alguns jogos no mesmo período, está a um passo de ser campeão nacional.

O futebol pobre praticado pelo Benfica neste período pós-pandemia deu nisto: o Futebol Clube do Porto, mesmo sem ter deslumbrado em alguns jogos no mesmo período, está a um passo de ser campeão nacional, o que pode até acontecer já próxima quinta-feira.

A jornada que hoje à noite termina em Moreira de Cónegos voltou a ser espelho dessa superioridade. Enquanto os portistas foram letais, e desbarataram com uma goleada o Belenenses SAD, os encarnados tiveram mais uma actuação sombria, que só um golo marcado cedo frente ao Boavista, conseguiu disfarçar.

Faltem os dias que faltarem, já nem os mais ousados apostadores são capazes de atirar para canto o favoritismo evidente do Futebol Clube do Porto nesta altura. Apenas está por se saber qual será a diferença final a separar os dois comandantes da classificação, não havendo dúvidas de que ficará para a história um fosso que já existe por esta altura mas que, tudo indica, acabará por ser alargado.

E em boa verdade o Benfica apenas tem de queixar-se de si próprio.

Às hesitações constantes do seu treinador, juntou-se amiúde uma gestão de duvidosa qualidade da sua estrutura, com especial destaque para o seu presidente, perdido no labirinto por ele próprio criado.

E, no clube da águia, somente fica por saber de que forma virá a ser arrumada a questão do treinador.

Sabendo-se que a preferência de Vieira aponta, desde há largo tempo, para o regresso de Jorge Jesus, tal facto acabou por se transformar num vendaval que varreu a Luz e as suas imediações, e que até hoje ainda não foi possível amainar.

E Bruno Lage tornou-se, por isso, inevitavelmente, na sua principal vítima, com consequências que estão longe de poderem ser sopesadas.

Hoje, a equipa mais pontuada desta fase de retoma, o Sporting, tem uma saída complicada ao reduto do Moreirense, talvez um dos testes mais difíceis nesta nova fase protagonizada, em primeiro plano, por Rúben Amorim, e servida por um conjunto de jovens jogadores que dão sinais de serem capazes de garantir o futuro dos leões.

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