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Lisboa

Medina quer “acabar com o Airbnb”. Jornal erra e altera título

05 jul, 2020 - 20:49 • Redação

A ideia é ter casas acessíveis para os lisboetas que são uma "força vital" e ajudam a revitalizar a cidade. No artigo, utilizou a expressão "lifeblood".

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O presidente da Câmara de Lisboa quer “acabar com o Airbnb e transformar o alojamento local em casas para trabalhadores de serviços essenciais". Fernando Medina, num artigo publicado no The Independent, considera que será uma forma de apoiar quem ajudou o município a ultrapassar a crise provocada pela Covid-19.

O jornal assumiu, entretanto, o erro e corrigiu o título do artigo, admitindo que Medina não quer acabar com o Airbnb. A nova versão aqui.

"Prioritizar casas acessíveis para profissionais de saúde, trabalhadores do setor dos transportes, professores e centenas de outros que garantem o funcionamento de serviços essenciais. Estamos a oferecer pagar aos proprietários para transformarem centenas de alojamentos locais em casas com rendas acessíveis para trabalhadores essenciais ", destacou, reconhecendo que tornar casas estilo Airbnb em "rendas seguras" é um plano arrojado.

Medina escreve que quer trazer de volta ao centro da cidade aqueles que são a “força vital”, ou, como disse no artigo, são "lifeblood", ajudando a revitalizar. Ao mesmo tempo quer uma Lisboa mais "verde" e "sustentável", que seja "um melhor sítio para se viver e visitar".

O presidente da Câmara de Lisboa garantiu ainda que está a trabalhar em estreita relação com empresas privadas para "renovar alguns dos edifícios da cidade devolutos".

Apesar disso, o autarca reconhece que a capital "beneficiou muito nos últimos anos" do turismo e que quer que eles “voltem o mais rápido possível”.

“Simplesmente é tempo de fazermos as coisas diferentes", decisão que também irá beneficiar todos os que visitam a cidade. "[Os turistas] vão encontrar uma cidade mais limpa, mais verde e viva, em vez de uma que corre o risco de se tornar um belo museu”, concluiu.

[notícia corrigida às 11h00, do dia 6 de julho, em relação à tradução feita da expressão lifeblood. Acrescentado mais tarde que o jornal inglês alterou o título do artigo].

Comentários
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  • victor santos santos
    06 jul, 2020 Lisboa 22:21
    Acho muito bem acabar com o alojamento local. Moro num prédio, na Freguesia de Arroios, que era residência de famílias e agora passou a AL., sem o consentimento dos restantes moradores. Além da sujeita barulhenta que incomoda toda a gente a qualquer hora do dia ou da noite, ainda temos que pagar o excesso de luz e condomínio. Fizeram obras imensas que danificaram os outros andares e até agora não repararam nem indemnizaram os lesados dos outros andares, não obstante as reclamações feitas constantemente. Espero que o Sr. Medina, acabe com estas violações para as quais nos sentimos impotentes de as resolver e fazer valer os nossos direitos...
  • João Ribeiro
    06 jul, 2020 Arcos de Valdevez 16:02
    Esse Medina, não sabe o que diz, principalmente, em relação ao alojamento patrocinado pela AIRBNB, Eu sou utilizador, mundial desse patrocinador e não posso admitir que esse Senhor esteja a confundir alojamento local, com alojamento turístico (neste caso também pode ser local), que é um alojamento por um período curto de tempo. Os proprietários dos apartamentos e ou das casas, provavelmente não tem interesse em alugar as suas propriedades por longos períodos, pelas mais diversas razões. Sr. Medina, pare de pensar pelos outros e converse com especialistas em alojamento para arranjar soluções para o alojamento local. Não é dessa forma que vai chegar a uma solução, considerada decente!
  • Marins
    06 jul, 2020 LX 10:11
    Mas alguém acredita no que este senhor diz? Tem sido um verdadeiro promotor turístico na CML que mais parece uma agência de viagens e agora marcha à ré e toca a falar dos "lisboetas de sangue"... ele que vá para a zona do Martim Moniz à procura dessa espécie em vias extinção.