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Coronavírus

Açores mantêm “risco sério e elevado” de registar casos, segundo Governo regional

04 jul, 2020 - 01:52 • Lusa

Segundo Vasco Cordeiro, o risco põe-se “cada vez que entra um avião num aeroporto dos Açores”.

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O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, alertou esta sexta-feira para o "risco sério e elevado" que a região corre de registar novos casos de Covid-19 de "toda a vez" que um avião chega ao arquipélago.

O presidente do executivo açoriano respondia a reivindicações acerca das alterações ao modelo dos serviços de saúde no Pico, durante o conselho de ilha do Pico, que decorreu ao final do dia de sexta-feira, integrado na visita estatuária do governo à ilha.

As reivindicações visavam o funcionamento 24 horas dos serviços de suporte imediato de vida (SIV) e a extensão do horário do atendimento permanente nos concelhos das Lajes e de São Roque.

"Não nos iludamos. Isto não é apenas uma brincadeira. Nós continuamos com risco sério e elevado de ter casos de Covid", declarou Vasco Cordeiro, destacando que esse risco surge de "toda a vez que entra um avião num aeroporto dos Açores".

Vasco Cordeiro considerou que a "prioridade" na fase atual é "estar alerta nesta guerra da pandemia", sendo que, "passada esta fase", o executivo regional poderá "debater" e "analisar" as sugestões às alterações dos serviços de saúde nas ilhas da região.

Sobre o os cuidados de saúde no Pico, o líder do Governo açoriano referiu que a "única opção política que está aqui em causa" é garantir que a ilha consegue estar "preparada" para dar resposta a um eventual surto da Covid-19.

O presidente do Governo referiu que a prioridade do executivo é a "defesa da saúde dos açorianos", seguida da necessidade de "defender o emprego e fomentar economia no meio deste vendaval" da pandemia da Covid-19.

Durante a reunião, o presidente da Associação de Municípios da ilha do Pico, Mark Silveira, salientou que existe uma proposta de alguns profissionais de saúde para a criação de um serviço de atendimento permanente nas Lajes e em São Roque.

"Esta é uma questão com a qual não se brinca [a saúde]. Eu há muitos anos que faço política, mas não gosto de fazer politiquice. O que está em causa é a saúde e a vida das pessoas", afirmou Silveira.

No final do conselho, o secretário da presidência para os Assuntos Parlamentares, Berto Messias, frisou não ser possível fazer uma discussão sobre o setor da saúde sem esquecer o contexto da pandemia da Covid-19.

"Não é possível fazer uma discussão aprofundada sobre aquilo que é o setor da saúde hoje na ilha do Pico ou em qualquer outra ilha da região, sem descurarmos o facto de estarmos numa situação anormal, estarmos num contexto em que temos de lidar com uma pandemia", afirmou o secretário regional.

Berto Messias realçou a evolução dos serviços de saúde na ilha do Pico, ao nível dos recursos humanos e de infraestruturas.

"Nós quando discutimos a saúde no Pico não podemos esquecer também todo o trabalho e todo o crescimento que esse setor tem tido aqui no Pico, quer do ponto de vista dos recursos humanos, quer das infraestruturas e equipamentos", apontou.

No final do encontro, o presidente do conselho de ilha do Pico, Rui Lima Silveira, fez um "balanço positivo" da reunião, destacando a necessidade de continuar a "confiar no trabalho" realizado pelo Governo Regional para conter a pandemia da Covid-19.

O Governo Regional chegou esta sexta-feira à ilha do Pico para realizar uma visita estatutária de dois dias, cumprindo o Estatuto Político-Administrativo dos Açores.

Os Açores têm atualmente cinco casos ativos de Covid-19: quatro em São Miguel e um na Terceira.

No total, foram registados na região 152 casos, dos quais 132 recuperaram e 16 morreram.

Portugal contabiliza pelo menos 1.598 mortos associados à Covid-19 em 43.156 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 522 mil mortos e infetou mais de 10,92 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

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  • Antonio Machado
    05 jul, 2020 Nordeste 17:32
    O Governo ainda vai ponderar estudar o horário de atendimento permanente ? ? Essa é de cabo de esquadra à antiga. Somos um país de estudiosos e por aí nos ficamos. O atendimento permanente não deve ser apenas no Pico , mas em todos os concelhos da Região, como já e sempre foi. Ou querem ficar eternamente isolados ou querem turismo e isso faz-se com aviões e com pessoas e correm-se alguns riscos calculados . As duas coisas são incompatíveis. O que deve haver, para minorar os prejuizos, é a existencia de pessoal habilitado a fazer a recolha das zaragatoas para teste nos aeroportos e que esses sejam com resultados rápidos. Assim podemos ter turismo com relativa segurança. Mas as medidas devem ser imediatas e não esperar, como é habitual, que roubem a casa para colocar trancas à porta.