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Pandemia de ​Covid-19

Portugal fora do corredor turístico britânico

03 jul, 2020 - 14:21

Lista de países foi elaborada após uma “avaliação de risco” pelo Centro de Biosegurança Comum, em conjunto com a direção geral de saúde de Inglaterra, e teve em conta fatores como a prevalência de coronavírus, o número de novos casos e a trajetória potencial da doença.

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Portugal foi excluído dos “corredores de viagem internacionais” com destinos turísticos que o Reino Unido vai abrir para permitir aos britânicos passarem férias sem cumprir quarentena no regresso, foi confirmado esta sexta-feira.

Portugal, onde foram identificados vários surtos localizados nas últimas semanas, não está na lista de 59 países e territórios hoje publicada, que inclui Espanha, Alemanha, Grécia, Itália, Macau ou Jamaica.

"Esta lista poderá ser aumentada nos próximos dias, após discussões adicionais entre o Reino Unido e parceiros internacionais”, refere o ministério dos Transportes britânico na nota publicada na sua página oficial.

O sistema vai entrar em vigor na próxima sexta-feira 10 de julho e permite evitar que quem chegue destes países tenha de ficar 14 dias em isolamento, como acontece atualmente com todas as pessoas que chegam a Inglaterra do estrangeiro, ou arriscam uma multa de mil libras (1.100 euros).

Mesmo assim, todas as pessoas que chegam têm de preencher um formulário com os contactos pessoais e informações sobre o local onde vão ficar alojadas.

A lista de países foi elaborada após uma “avaliação de risco” pelo Centro de Biosegurança Comum [Joint Biosecurity Center], em conjunto com a direção geral de saúde de Inglaterra [Pubic Health England] e teve em conta fatores como a prevalência de coronavírus, o número de novos casos e a trajetória potencial da doença.

O anúncio feito hoje aplica-se apenas a Inglaterra porque a Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte têm autonomia sobre matéria de saúde e cabe aos respetivos governos determinar as medidas que pretendem introduzir.

Os primeiros-ministros da Escócia, Nicola Sturgeon, e do País de Gales, Mark Drakeford, qualificaram hoje como “caótica” a forma como o processo foi gerido, mas o ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps, manifestou esperança no alargamento do sistema ao resto do Reino Unido nos próximos dias.

O levantamento da medida tem sido motivo de especulação e pressão dos setores do turismo e transportes, fortemente afetados pelas restrições de viagem durante a pandemia covid-19, o que levou as companhias aéreas a reduzirem drasticamente os serviços desde meados de março.

O Reino Unido é o principal mercado emissor de turistas para Portugal, tendo representado 19,2% das dormidas de estrangeiros em 2019 e vindo a registar sucessivos crescimentos desde 2013, apenas interrompidos em 2018, de acordo com dados do INE.

Os destinos preferenciais dos hóspedes britânicos foram o Algarve (63,4% das dormidas do mercado), a Madeira (18,5%) e a Área Metropolitana de Lisboa (10,8%).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 517 mil mortos e infetou mais de 10,76 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

O Reino Unido registou até quinta-feira 43,995 mortes (em 283.757 casos de infeção) durante a pandemia covid-19, o maior número na Europa e o terceiro maior no mundo, atrás dos EUA e Brasil.

Portugal contabiliza pelo menos 1.587 mortos associados à covid-19 em 42.782 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Comentários
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  • Cidadao
    04 jul, 2020 Lisboa 10:12
    Se tivessem apostado na diversificação da Economia Portuguesa - Economia Verde, Economia Circular, 5G, Reindustrialização, fabricar cá, aquilo que importamos de países que ou inflacionam preços ou desviam encomendas pagas, etc - em vez de meter todas as fichas no Turismo, agora encolhiam os ombros e passavam ao caso seguinte. Não só não o fizeram, como não o estão a fazer, e andam para aí a suspirar pelo regresso dos "bons tempos do turismo pré-Covid", coisa que se calhar nem daqui a 3 anos se verificará. Assim sendo, têm de andar a cheirar no ** dos países de onde vinham os turistas.
  • Filipe
    03 jul, 2020 évora 23:58
    Enganar os Portugueses foi como vender no mercado peixe podre . Mas lá fora não são loucos e sabem a enxovia que é Portugal . Para mais , em vez de andarem a Nacionalizar empresas falidas como a TAP e EFACEC , mais valia com esse dinheiro construírem Hospitais e tirarem os sem abrigo da rua . É uma vergonha injetarem euros onde existem prémios e ordenados a nível dos melhores clubes de futebol da Europa . Mesmo assim esses reduziram salários . É mais uma desculpa para depois pedirem ajuda ao FMI ... entretanto untam uns quantos tubarões da economia ligados ao crime organizado , a lavandaria pública de Portugal .
  • Americo Anastacio
    03 jul, 2020 Leiria 16:43
    Aí está o "milagre" de Costa e Cª. O fruto da "geringonça". Vejam o rombo para as "nossas" contas. Até quando os Portugueses continuam a acreditar nestes gajos..........
  • José J C Cruz Pinto
    03 jul, 2020 Ílhavo 15:43
    Ora proclamem lá mais um pouco o "sucesso português" na COVID -19 e a nossa "excelente diplomacia"! É certo que a diplomacia não é nem foi desonesta como a de muitos, mas - convenhamos - foi totalmente irrealista e desadaptada às circunstâncias "pandémicas" e "concorrenciais" e, pelo resultado, objetivamente, um desastre. E quanto à pandemia propriamente dita, ... "porra", ... olhem para a curva, ... acertem o que cada um diz, façam cumprir a lei ... e deixem-se de tretas! Ajuntamentos ilegais, comportamentos de risco, moradas erradas (de infectados - será que ouvi bem?), etc., não dão nem vão dar direito a cadeia?! [Se não andassem tantos tão obcecados em inventar sucessos em tudo e mais alguma coisa, os insucessos seriam bem menos pesados.]