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Grande Lisboa. Ministra reconhece "dificuldades em quebrar cadeias de transmissão" de Covid-19

01 jul, 2020 - 10:09 • Redação

Marta Temido anuncia a contratação de mais 29 médicos no início do próximo mês e reconhece que os transportes públicos não estão associados a novos casos.

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A ministra da Saúde reconhece as dificuldades em quebrar cadeias de transmissão de Covid-19 na região da Grande Lisboa. Marta Temido, que está a ser ouvida no Parlamento, admite que a situação não é fácil apesar do reforço das equipas de saúde.

A governante começou por avançar que na resposta à pandemia existem hoje mais 3.500 profissionais no Serviço Nacional de Saúde, mas reconheceu que se vive um “momento em que estamos com evidentes dificuldades em quebrar cadeias de transmissão” na região de Lisboa e Vale do Tejo – “uma área que enfrenta um conjunto de especificidades relacionadas com a densidade populacional e com outras condições que dificulta o trabalho da saúde pública”.

Em declarações na Comissão Parlamentar de Saúde, a ministra da Saúde garantiu que serão contratados novos profissionais para o Serviço Nacional de Saúde, para fazer face às necessidades atuais, “independentemente dos reforços” que o Governo tem vindo a fazer durante a pandemia.

Segundo os dados avançados pela ministra, há 360 médicos de saúde pública, que têm uma média etária de 59 anos, para além de 300 enfermeiros, cerca de 500 técnicos e cerca de 200 assistentes e assistentes técnicos operacionais. “Mas é preciso aumentar a quantidade e as diversidades de competências desta força de trabalho. Para isso contamos com a contratação de 29 recém- especialistas no início do próximo mês”.

“Há outras competências para uma saúde pública século XXI que não têm estado representadas e que estamos a tratar, com ligações à academia”, disse Marta Temido, referindo-se, por exemplo, a área como as matemáticas e a sociologia, que considerou “absolutamente vitais” para resposta integrada em saúde pública.

Aproveitou para enaltecer a boa resposta do Serviço Nacional de Saúde e dos profissionais de saúde, considerando-os “o melhor garante da satisfação das necessidades assistenciais dos portugueses”.

Segundo a ministra, os transportes públicos não estão associados a nenhum dos novos casos de infeção na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT). “Os transportes públicos não estão associados a nenhum dos novos casos de infeção.”

A questão dos transportes públicos foi levantada pelos partidos da oposição, nomeadamente pelo PSD, que sugeriu que se retirem impostos sobre os táxis e que a empresa municipal EMEL deixe de cobrar estacionamento para facilitar a mobilidade dos cidadãos na área de Lisboa, a mais afetada por novos casos.

Marta Temido afirmou que foi assinado um despacho conjunto para exigir um teste negativo às pessoas que entrem em Portugal provenientes de “determinadas origens”.

Os hospitais fizeram até maio menos 902 mil consultas e menos 85.000 cirurgias relativamente ao período homólogo.

No início da audição, Marta Temido lembrou que, das 902 mil consultas hospitalares a menos, 371 mil eram primeiras consultas e sublinhou a necessidade de recuperar a atividade assistencial suspensa pela pandemia de Covid-19.

Sobre a Linha SNS24, lembrou que o tempo médio de espera é hoje de 28 segundos, depois de ter chegado a 25 minutos nos primeiros meses da pandemia.

A governante lembrou ainda que a Covid-19 “não vai desaparecer até haver vacina ou tratamento” e que o sistema de saúde não pode responder isoladamente à pandemia.

Em Portugal, morreram 1.576 pessoas das 42.141 confirmadas como infetadas, de acordo com o último boletim da Direção-Geral da Saúde.

A pandemia de Covid-19 já provocou quase 507 mil mortos e infetou mais de 10,37 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

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