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Associação Empresarial de Portugal

O problema da TAP é a sua gestão, "independentemente de ser pública ou privada"

30 jun, 2020 - 17:54 • Henrique Cunha

O jornal Expresso noticiou esta terça-feira que a TAP vai ser nacionalizada por falta de acordo entre Estado e os acionistas privados.

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Empresários consideram importante “termos uma companhia de bandeira como a TAP, mas não a qualquer custo”. A AEP (Associação Empresarial de Portugal) diz que "não é relevante" se a TAP é nacionalizada ou não.

O seu Presidente, Luís Miguel Ribeiro diz que o problema da TAP é a sua gestão.

Ouvido pela Renascença, o Presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro refere que o importante é que "a transportadora seja uma empresa sustentável, e que preste um serviço de qualidade".

“Para nós a opção de ser nacionalizada ou privatizada não é uma questão que nos preocupe e que para nós seja muito relevante. Para nós o que é relevante é que a TAP seja uma empresa sustentável, uma empresa rentável e uma empresa que preste um serviço de qualidade e que assuma como uma companhia de bandeira nacional".

O Presidente da AEP rejeita a possibilidade de acontecer com a TAP o que "aconteceu com outras intervenções do Estado em que todos nós ainda estamos a pagar a fatura":

“Que estamos aqui perante um problema para o Estado e para o erário publico; disso ninguém tem dúvidas. Que a TAP seja considerada um ativo estratégico e que se assuma que esse ativo tem um custo; isso é uma opção política.

Agora nós não podemos deixar que aconteça o que aconteceu com outras situações, nomeadamente ao nível da banca em que o Estado para salvar essas situações todos nós ainda hoje estamos a pagar essa fatura.

E isto acontece, quando neste momento é crucial para o país que haja capacidade de apoiar as empresas para se manter os postos de trabalho e para sairmos desta situação de uma forma menos dolorosa.

Ou seja, a AEP considera importante termos uma companhia de bandeira como a TAP mas não a qualquer custo”.

Luís Miguel Ribeiro diz que a "nacionalização é uma opção estratégica do Governo que deve ser bem quantificada, quanto aos custos e impactos”.

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