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Núcleo para sem-abrigo em Arroios abre em breve e vai garantir 100 refeições por dia

29 jun, 2020 - 17:35 • Lusa

O Núcleo de Apoio Local para sem-abrigo vai ainda ter balneários disponíveis, em articulação com a Junta de Freguesia de Arroios, disse o vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa.

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O Núcleo de Apoio Local para sem-abrigo em Arroios vai reabrir brevemente com uma resposta ampliada, garantindo 100 refeições diárias, banco de roupa e uma lavandaria gratuita, avançou esta segunda-feira o vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa.

Manuel Grilo falava numa audição da Comissão Permanente de Cidadania e Direitos Sociais da Assembleia Municipal de Lisboa, a propósito do despejo de um centro de apoio para carenciados de um edifício privado, na freguesia de Arroios.

Este núcleo para pessoas em situação de sem-abrigo já existia, mas reabrirá com maior capacidade de resposta.

Com 184 metros quadrados, o espaço vai fornecer 100 refeições diárias - 50 almoços e 50 jantares -, terá um banco de roupa, lavandaria gratuita, bem como um gabinete de atendimento social.

O Núcleo de Apoio Local para sem-abrigo vai ainda ter balneários disponíveis, em articulação com a Junta de Freguesia de Arroios, referiu o vereador Manuel Grilo, do BE, partido que tem um acordo de governação da cidade com o PS.

Na sessão de hoje, requerida pelo grupo municipal do PS, o socialista Manuel Lage questionou o vereador dos Direito Sociais sobre a publicação que fez no Facebook, em 8 de junho, que no seu entender “dá a sensação de que estava ao lado de quem invadia propriedade privada”.

O deputado perguntou se o autarca mantém a sua posição e se sabia da situação daquele grupo informal que prestava apoio a pessoas carenciadas, que terá enviado um e-mail, em maio, a várias entidades, entre as quais a autarquia lisboeta, a informar que iriam ocupar o espaço e os motivos.

Em resposta, Manuel Grilo disse que foi recuperar esse ofício, adiantando que a comunicação era “genérica” e “não fazia qualquer pedido”, pelo que não teve indicação do seu gabinete “de que seria necessário fazer qualquer intervenção”.

O eleito salientou também que a sua reação “foi motivada pela violência da desocupação realizada às 05:00” por seguranças privados, “partindo a porta com machados” e “aterrorizando as pessoas”.

“Não sou favorável a ocupações, nunca fomentei ocupações, mas também não posso ser conivente com desocupações violentas”, vincou Manuel Grilo, acrescentando que mantém a posição manifestada em 08 de junho e reiterada no dia seguinte.

O vereador notou ainda que se dirigiu ao local na altura, tendo encontrado soluções para 11 pessoas que tinham chegado à rua “há pouco tempo”.

Relativamente às medidas sociais adotadas no âmbito da pandemia de covid-19, a câmara tem atualmente quatro centros de apoio temporário para pessoas em situação de sem-abrigo, uma resposta que Manuel Grilo considera “ímpar” no país.

Segundo o autarca, já saíram destes centros, com capacidade para 220 pessoas, 49 para respostas de ‘Housing First’, 19 para outros centros de acolhimento, 51 para quartos e outros para casas de familiares e amigos ou para o país de origem, tendo 45 arranjado emprego.

“A ação dos proprietários roça a ilegalidade e a polícia não pode ser conivente com milícias privadas. Só vamos vencer esta crise social da covid-19 com apoio mútuo e quem se mobilizou para apoiar quem mais precisa não pode ser ameaçado desta maneira”, escreveu Manuel Grilo, na rede social Facebook, em 08 de junho, dia do despejo.

Entretanto, vários grupos políticos pediram esclarecimentos sobre o sucedido, alguns acusando Manuel Grilo de ter conhecimento da ocupação, enquanto membro do executivo da Câmara de Lisboa, e ter sido conivente com a mesma.

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