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Governo garante salários da TAP

28 jun, 2020 - 23:13 • Eunice Lourenço , Susana Madureira Martins

Negociações com acionistas privados ainda decorrem. Comentador Marques Mendes disse que, sem acordo, salários de julho podem ficar em causa.

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O Governo garante que os trabalhadores da TAP não ficam sem salários, seja qual for a solução encontrada para o impasse na empesa. As negociações com os acionistas privados sobre o empréstimo de 1 200 milhões de euros previsto no orçamento suplementar ainda decorrem. “Não deixaremos os trabalhadores sem salário”, garantiu à Renascença uma fonte do Governo.

Este domingo à noite na SIC, o comentador e ex-líder do PSD disse que a decisão está por horas ou dias, devendo acontecer esta semana devido à urgência da situação. “Se não houver injeção de capital na TAP rapidamente, a TAP não tem dinheiro para pagar os salários do mês de julho e rapidamente vai à falência”, disse Marques Mendes.

O comentador e conselheiro de Estado disse ainda que, na sexta-feira, houve uma reunião entre vários membros do Governo relacionados com esta negociações e na qual ficou decidido que há acordo com os privados ou há nacionalização. Mendes considera que o mais provável é haver acordo com os acionistas privados, mas acredita que o “Estado não vai deixar ir à falência uma empresa estratégica”.

O Governo não confirma que o cenário da nacionalização esteja em cima da mesa, mas garante que os salários dos trabalhadores não estão em causa. Aliás, é essa a única confirmação. Confrontado com as afirmações de Marques Mendes, fonte governamental disse à Renascença que não podia confirmar nada “não ser que é óbvio: que não deixaremos os trabalhadores sem salário”.

A situação da TAP foi discutida em várias vertentes ao longo da semana passada. Por um lado, no plano judicial devido à providência cautelar apresentada pela Associação Comercial do Porto que pretendia evitar o empréstimo previsto no orçamento suplementar, que deve ser aprovado em votação final na sexta-feira, dia 3.

O Supremo Tribunal Administrativo aceitou a providencia, mas deu 15 dias ao Governo para provar que o adiamento da ajuda “seria gravemente prejudicial para o interesse público". Ou seja, dito de outra forma, como anunciou a TAP em comunicado, o Supremo Tribunal Administrativo (STA) autorizou na sexta-feira o Governo a avançar com a injeção de capital à TAP, se demonstrar que o adiamento da ajuda "seria gravemente prejudicial para o interesse público".

Por outro lado, a TAP também foi discutida no plano parlamentar com as audições do presidente executivo, Antonoaldo Neves, que pediu união do pais para salvar a TAP e disse que vê de forma muito positiva a possibilidade de ter elementos indicados pelo Estado na comissão executiva da empresa. Também o presidente do conselho de Administração, Miguel Fraquilho, foi ouvido na comissão parlamentar de economia, onde, além de manifestar surpresa com a providência cautelar, mostrou confiança na recuperação da empresa.

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