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Fernando Medina-João Taborda da Gama
O presidente da Câmara de Lisboa e um professor universitário (especialista em direito fiscal) a viver na capital olham para os principais temas da atualidade. Às terças e sextas, às 9h15
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“Não há uma leitura clara” do que se passa em Lisboa - Fernando Medina e Taborda da Gama
“Não há uma leitura clara” do que se passa em Lisboa - Fernando Medina e Taborda da Gama

F. Medina

Covid-19. “Não há uma leitura clara” do que se passa em Lisboa

26 jun, 2020 • Marta Grosso , Miguel Coelho (moderação do debate)


“Está a fazer-se um trabalho muito preciso”, diz Fernando Medina que, com João Taborda da Gama, analisa as medidas tomadas em Lisboa face aos novos surtos de Covid-19 e elege o acontecimento e a personalidade da semana.

A região de Lisboa está com medidas especiais face ao resto do país. Fernando Medina diz que “antes de procurar a culpa, é preciso entender a situação”. Mas essa é a parte mais difícil neste momento.

“Há três semanas, o que se sabia é que eram focos muito localizados em atividades e pontos de obra. Quase três quartos das infeções tinham como base o posto de trabalho ou a coabitação”, afirma o presidente da Câmara de Lisboa.

“Hoje a realidade é diferente. As novas infeções não estão associadas” a um local ou atividade e os casos “não têm diminuído”, acrescenta.

Fernando Medina, que esteve na reunião com especialistas na sede do Infarmed, diz que, agora, “uma das dificuldades é não haver uma leitura muito clara do que está na base deste processo, o que dificulta a estratégia de resposta”.

Está, por isso, a fazer “um trabalho muito preciso à volta da cidade de Lisboa”, que “vai de Santarém a Setúbal”.

Na opinião de João Taborda da Gama, “era inevitável” o aumento de casos com o desconfinamento. Em Lisboa, mais concretamente, poderá dever-se ao facto de ter muita atividade económica, maior concentração de pessoas e nunca ter parado, diz.

Taborda da Gama vê com bons olhos a existência de “medidas diferenciadas”, mas considera “mais complexo” o controlo das mesmas, tendo em conta que as pessoas se movem entre freguesias.

Acontecimento da semana

João Taborda da Gama elege a ciclovia na Avenida Almirante Reis, em Lisboa.

Fernando Medina opta pelo centenário de Amália Rodrigues e o programa que nesta sexta-feira vai ser divulgado e que vai contar, ao longo de um ano, com vários eventos.

Personalidade da semana

O presidente da Câmara de Lisboa mantém a tónica e elege Amália Rodrigues, enquanto Taborda da Gama destaca, pela negativa, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo falhanço do comício em Tulsa – aquilo que, na opinião deste comentador, poderá ter sido o início da sua derrota.
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  • José J C Cruz Pinto
    26 jun, 2020 Ílhavo 18:05
    “Não há uma leitura clara do que se passa em Lisboa", porque a situação está a ficar preta, ... e não conseguem ver em condições. Se olharem para a curva sobre "fundo branco", verão que ela cresce linearmente há já vários dias. Como não anteciparam há 14 ou mais dias o que poderia acontecer "com o melhor povo e o melhor planeamento do mundo" (e arredores), vão ter de esperar outro tanto até conseguirem ler outra vez.
  • Maria Emília Caires
    26 jun, 2020 Pontinha 17:19
    Acho que a explicação da situação que se vive nas freguesias do concelho de Odivelas é principalmente devida ao grande número de refugiados dos mais diversos países e etnias que aqui habitam. O domínio do português é muitas vezes insuficiente e pode haver hábitos de vida muito diferentes, o que pode tornar muitas vezes incompreensíveis as normas e exigências da atual situação.