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Situação em Lisboa corresponde a "segunda onda da Covid-19"

24 jun, 2020 - 15:05 • Redação

Informação foi avançada pelo deputado Ricardo Batista Leite, do PSD, no final de uma reunião com especialistas na sede do Infarmed. "Não se pode baixar a guarda e é preciso intervir", defende o parlamentar.

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Os epidemiologistas da Direção-Geral da Saúde dizem que a situação na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) corresponde à "representação de uma segunda onda da Covid-19", disse esta quarta-feira o deputado Ricardo Batista Leite, do PSD.

“De acordo com os técnicos do grupo de epidemiologia da Direção-Geral da Saúde, a situação que estamos a viver, particularmente na região de Lisboa e Vale do Tejo, é – nas palavras deles - a representação de uma segunda onda da Covid-19 e o aumento do número de casos que estamos a verifica não é só o resultado do aumento da testagem veiculada nos últimos dias”, declarou o deputado no final de uma reunião na sede do Infarmed.

Ricardo Batista Leite considera que "há uma situação que carece de intervenção" em Lisboa e Vale do Tejo, que tem "focos conhecidos, nomeadamente nos concelhos de Sintra, Amadora, Odivelas e Loures".

"Isto está a traduzir-se num aumento do número de internamentos. Nos últimos dias houve uma estabilização dos internamentos e aumento contínuo do número de doentes em cuidados intensivos", adiantou o parlamentar e médico.


Ricardo Batista Leite defende que controlar a entrada de pessoas através dos aeroportos e portos nacionais, para evitar um novo aumento do número de casos de Covid-19.

"Não se pode baixar a guarda e é preciso intervir. As mensagens muito claras desta reunião é que precisamos de ter uma ação mais dirigida. Isso passa por identificar todos os potenciais pontos de entrada e disseminação do vírus", assinalou.

"A 1 de julho, vão passar a entrar centenas de voos por dia no nosso país, além de embarcações, significando a entrada de centenas de passageiros, ao mesmo tempo que cidadãos residentes em Portugal que queiram viajar para os Estados Unidos ou para o Reino Unido são colocados em quarentena e, neste momento, nós não fazemos qualquer obrigatoriedade de testagem sequer antes das pessoas viajarem. Temos uma porta de entrada nos aeroportos que carece de resolução, se queremos garantir que o turismo continue a funcionar, que economia continue a prosperar, que haja resposta social adequada", alerta.

O deputado do PSD defende que outra medida passa pela "identificação precoce e isolamento imediato das pessoas infetadas, que estiveram em contacto direto com essas pessoas infetadas nos 15 dias anteriores". A utilização dos dados dos inquéritos epidemiológicos é fundamental, frisa.

Uma novidade saída da reunião do Infarmed é que Portugal pode ter uma aplicação móvel para ajudar a combater a Covid-19 nas próximas duas semanas.

"Nos próximos 15 dias há uma aplicação que está a ser desenvolvida para telemóvel que a Comissão Nacional de Proteção de Dados já terá dado o aval positivo para a sua utilização e que estará pronta para ser disseminada nos próximos 15 dias. Não foi anunciado pelo Governo se o irá fazer ou não, mas será uma ferramenta que ajudará a identificar casos", afirma Batista Leite.

O PSD apela ao Governo que "faça tudo" para garantir o isolamento de infetados e das pessoas que estiveram em contacto com esses doentes, e faz também um apelo aos portugueses que cumpram as orientações nesse sentido. Ricardo Batista Leite garante que os sociais-democratas darão todo o apoio a essas medidas.

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