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Mais autocarros em Lisboa e Porto. Antrop garante “reforço significativo”

24 jun, 2020 - 10:07 • Marta Grosso , Miguel Coelho (entrevista)

Presidente da associação que representa os transportes rodoviários de passageiros faz na Renascença o ponto da situação das negociações com o Governo e fala em prejuízos de cerca de 15 milhões no setor.

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A Associação Nacional de Transportes de Passageiros (Antrop) garante um reforço de transportes já na próxima semana na região da Grande Lisboa e do Grande Porto. A garantia foi dada nesta quarta-feira na Renascença.

“Não posso concretizar a data, porque é isso que estamos agora a finalizar, mas posso dizer duas coisas importantes: uma é que será a muito curto prazo e outra que será um reforço significativo”, afirma Luís Cabaço Martins, presidente da Antrop.

“O que estava previsto inicialmente é que pudéssemos fazer o reforço a partir do dia 1 de julho, no entanto estamos a trabalhar para que possamos antecipar essa data; estamos a trabalhar para que, nos próximos dias, possamos fazer já o reforço”, acrescentou.

Convidado do programa As Três da Manhã, Cabaço Martins refere que esse reforço é dirigido às áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto – sobretudo de Lisboa – e que diz que, neste momento, estão a circular entre 50% e 60% das carreiras.

“As pessoas vão sentir a diferença. Vão ter mais autocarros, vão-se sentir melhor”, assegura.

A medida decorre das negociações que têm vindo a decorrer com o Governo e, designadamente, com a Área Metropolitana de Lisboa (AML) “no sentido de ter as condições para reforçar a oferta.

O presidente da Antrop lembra que as empresas de transportes de passageiros têm tido prejuízos entre 10 e 15 milhões de euros por mês desde abril (mês em que até foram mais elevados.

“No mês de abril, registámos cerca de 20 milhões de euros de prejuízo, ao nível nacional. Em maio, esse prejuízo não foi tão grande, porque houve mais gente a utilizar o transporte público e tivemos alguma receita de bilheteira, mas estamos sempre a falar de prejuízos, no mínimo, entre 10 e 15 milhões de euros por mês”, indica na Renascença.

“É uma verba muito significativa que os operadores têm vindo a suportar e por isso é que foi necessário convencer o Governo a reforçar este financiamento”, acrescenta Cabaço Martins, realçando que o apoio do Estado em abril, “relativamente à necessidade de mantermos os serviços mínimos, correspondia a cerca de 30% das nossas receitas. E nós assegurámos sempre 30% a 40% da oferta”.

“Portanto, o nosso prejuízo diz respeito, primeiro, a alguma percentagem que sempre demos a mais e depois aos custos de estrutura, de funcionamento da empresa”, explica.

Acaba o “lay-off”

Com a aprovação do Orçamento Suplementar, o Governo atribuiu uma verba aos operadores de transportes.

“Estamos aqui a falar de todos os operadores nacionais, de Norte a Sul, incluindo as empresas públicas”, sublinha o presidente da Antrop.

Do acordo decorre ainda o fim do “lay-off” no setor. É “uma medida que nós assumimos publicamente e dissemos ao Governo” e que representa um passo importante “do ponto de vista social e também do ponto de vista económico-financeiro para o Estado”.
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