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António Costa. “Daremos os passos atrás que forem necessários”

20 jun, 2020 - 22:57 • Redação com Lusa

Governante dá exemplos de alguns “comportamentos que só podem dar mau resultado”.

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O primeiro-ministro volta a dizer que dará os passos atrás que forem necessários para controlar a Covid-19.

Questionado sobre a evolução dos números, e sobre o comportamento dos portugueses nesta fase de desconfinamento, António Costa deixa a garantia.

“Se for necessário dar, daremos os passos atrás que forem necessários dar. Agora, o que temos que ver é como é que podemos evitar os passos atrás, controlando a situação”, disse.

O governante é muito claro sobre que tipo de comportamentos podem pôr em causa a reabertura gradual em curso.

“O vírus vai continuar a andar por aí e por ai andará até termos vacina. Portanto, ou ficamos fechados em casa ou, para sairmos, temos de cumprir as regras. Festas como a de Lagos, falta de cuidado como o que aconteceu no lar, ajuntamentos como os que aconteceram na praia de Carcavelos ou nas Docas em Lisboa são, obviamente, comportamentos que só podem dar mau resultado”, acrescentou.

O primeiro-ministro deixou estes alertas à porta do Teatro S. Luiz, em Lisboa, onde está a assistir a um concerto. Aproveitou também para comentar as críticas depois do que disse sobre a Liga dos Campeões.

Costa considerou que “é preciso muito má-fé” para transformar num insulto o agradecimento que fez aos profissionais de saúde que permitiram que Portugal fosse referenciado como seguro e escolhido para a fase final da Liga dos Campeões.

“É preciso muito má-fé para transformar um agradecimento aos portugueses e designadamente aos profissionais de saúde que tornaram possível controlar a pandemia, e por isso sermos referidos e referenciados como um país seguro, num insulto aos profissionais de saúde”, respondeu.

Também este sábado, o Presidente da República tinha apelado aos jovens – sobretudo a esses – para que deem o exemplo no combate à pandemia.

Comentários
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  • Cidadao
    21 jun, 2020 Lisboa 10:32
    Sugiro que em vez de se limitarem a dispersá-los, comecem a levar alguns para "pernoitarem" nas instalações da Polícia, só "até se ver se estão contaminados ou não" o que deve demorar a noite toda ...
  • Filipe
    20 jun, 2020 évora 23:10
    Péssimo exemplo e pior só poderia vir do Estado , pois "abriu" a festa antes de pelo menos durante 5 a 10 dias não ter casos de infeção novos . A festa do vírus começa com 200 a 300 casos diários , fora o milhares de infetados alegadamente em casa ... pior exemplo este ? Agora , vão ter de fechar de maneira a reduzir os casos para esses valores diários , caso vão disparar para 800 a 1000 por dia ou mais ...

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