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Covid-19. Ministro do Ambiente apela ao uso de máscaras reutilizáveis

14 jun, 2020 - 08:16 • Lusa

Matos Fernandes lembra ainda que as máscaras descartáveis devem ser colocadas no lixo comum.

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O ministro do Ambiente e Ação Climática considera "fundamental" a não utilização de máscaras descartáveis, e diz que faz mais sentido do ponto de vista económico e ambiental a máscara reutilizável.

"Fundamental é as pessoas não utilizarem máscaras descartáveis. E já agora se as utilizarem pelo menos que as ponham no lixo comum e não as entendam como um material reciclável, porque o crescimento do descartável, seja em plástico ou não, não faz qualquer sentido", disse João Pedro Matos Fernandes numa entrevista ao Porto Canal, a propósito do aumento de descartáveis devido à pandemia de Covid-19.

Na entrevista, o ministro começou por dizer que o problema ambiental "mais agudo" é "sem dúvida o absurdo da utilização do descartável", que "não faz qualquer sentido". E deu como exemplos que não fazem sentido a utilização de toalhas descartáveis por parte de barbeiros e cabeleireiros, ou a utilização de copos de café descartáveis em restaurantes.

Ainda assim João Pedro Matos Fernandes reafirmou que as metas sobre os plásticos são para cumprir, considerando uma "contradição" o uso de um material indestrutível como o plástico como material descartável.

Na semana passada a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o uso de máscaras comunitárias para a Covid-19 feitas de tecido.

Na entrevista ao Porto Canal o ministro lembrou que há subsídios para compras de bicicletas e disse que ainda este verão será lançado um aviso (programa) de seis milhões de euros para a construção de ciclovias. É "fundamental a utilização da bicicleta, que vai acontecer cada vez mais numa via de circulação normal", disse.

Em relação ao plano de recuperação económica João Pedro Matos Fernandes afirmou que "uma parcela muito expressiva dos fundos que virão de Bruxelas" serão para que se acelere o Pacto Ecológico Europeu ("Green Deal"), apresentado pela Comissão Europeia no final do ano passado.

"A economia tem de crescer. Mas sem emissões, garantindo que se consegue regenerar os recursos", avisou.

Em Portugal, morreram 1.512 pessoas das 36.463 confirmadas como infetadas, de acordo com o último boletim da Direção-Geral da Saúde.


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