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Centros comerciais e Lojas do Cidadão vão continuar fechados Área Metropolitana de Lisboa

04 jun, 2020 - 19:50 • Redação, com Lusa

Governo prevê levantar restrições na Área Metropolitana de Lisboa a partir de 15 de junho.

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Os centros comerciais e Lojas do Cidadão vão continuar encerrados na Área Metropolitana de Lisboa até 15 de junho devido à pandemia de Covid-19, anunciou esta quinta-feira o primeiro-ministro, António Costa.

“A convicção que temos é que no próximo conselho de ministros de terça-feira estaremos em condições de levantar as restrições que subsistem a partir do próximo dia 15”, afirmou António Costa no final do Conselho de Ministros.

O primeiro-ministro faz um balanço positivo da evolução da pandemia na região de Lisboa e Vale do Tejo, que nesta altura é o principal foco de preocupação no país.

"Não estamos numa situação de crescimento generalizado da pandemia, pelo contrário", declarou António Costa.

"Dos 18 concelhos podemos centrar em cinco os focos que existem e nesses concelhos os focos estão muito bem delimitados em pessoas que trabalham em empresas de trabalho temporário e na construção civil", explicou o chefe do Governo.

O Governo decidiu na semana passada adiar na Área Metropolitana de Lisboa o levantamento de algumas restrições previstas na terceira fase de desconfinamento, impondo regras especiais sobretudo relacionadas com atividades com “grandes aglomerações de pessoas”.

A manutenção do fecho dos centros comerciais e das Lojas do Cidadão, a limitação dos ajuntamentos a 10 pessoas (a nível nacional o limite é de 20) e o reforço da vigilância epidemiológica estão entre as medidas tomadas.

António Costa admitiu que “os próximos dias são importantes para confirmar os dados” relativos a esta zona, mas insistiu em que “não há nenhum motivo para alarme, nenhum motivo de preocupação generalizada”, pelo que se pode “continuar a viver em segurança em Lisboa”, desde que a cumprir as medidas indicadas pelas autoridades de saúde.

“Temos de ir acompanhando, de forma a não correr riscos”, disse, referindo que na segunda-feira decorre uma reunião no Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde fundamental nesta avaliação.

Na sequência da identificação de focos de contágio da doença na região de Lisboa e Vale do Tejo, os trabalhadores em empresas e locais de trabalho com fatores de risco têm sido testados para covid-19.

O município de Azambuja, no distrito de Lisboa, mas que integra a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, foi incluído na Área Metropolitana de Lisboa para efeitos de realização dos testes, uma vez que foi identificado um surto na sua plataforma logística, onde há 230 empresas que empregam 8.500 pessoas.

O concelho não tem centros comerciais ou Lojas do Cidadão, pelo que não se aplica o fecho destes espaços.

A área metropolitana integra os municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

A terceira fase do plano de desconfinamento no continente português devido à pandemia de covid-19 arrancou na segunda-feira, com o fim do "dever cívico de recolhimento" e a reabertura de centros comerciais, salas de espetáculos, cinemas, ginásios, piscinas e Lojas do Cidadão.

Para a Área Metropolitana de Lisboa foram anunciados ainda planos de realojamento de emergência para permitir "a separação de pessoas que estejam infetadas" e a continuação do fecho de áreas de consumo de comidas e bebidas (‘food-courts’) dos centros comerciais.

Nesta zona, a realização de feiras e a continuação da suspensão de lojas com mais de 400 metros quadrados estão dependentes de avaliação municipal e os veículos privados de transporte de passageiros têm lotação máxima de dois terços dos passageiros e uso obrigatório de máscara.

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