|

 Casos Ativos

 Suspeitos Atuais

 Recuperados

 Mortes

A+ / A-

​Escola digital já no próximo ano letivo? O Governo diz que sim

02 jun, 2020 - 18:06 • Liliana Monteiro

O Plano de Educação Digital tem de ser acelerado no próximo ano letivo. O ministro Pedro Siza Vieira diz que o projecto está já em curso e não pode esperar mais, até para precaver uma eventual segunda vaga da pandemia de Covid-19.

A+ / A-

Veja também:


O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, afirma que são vários os ministérios envolvidos no plano de digitalização das escolas que pretende preparar o ensino para o futuro e também para uma eventual segunda vaga de Covid-19.

O Plano de Educação Digital tem de ser acelerado no próximo ano letivo. O ministro Pedro Siza Vieira diz que o projecto está já em curso e não pode esperar mais.

“O plano envolve a capacitação de docentes, disponibilização de plataforma de ensino para as escolas, para que seja mais do que aulas no Zoom. Envolve conteúdos digitais, trabalho que está já a ser feito com as editoras. Envolve a cobertura digital de escolas e diferentes regiões (onde ainda hoje há dificuldades de rede). Disponibilização de equipamentos para todos os estudantes”, explicou o governante.

O executivo garante estar a trabalhar para que isto seja executado durante próximo ano letivo tendo em vista uma possível segunda vaga da pandemia covid-19.

“Queremos ver se somos capazes de, se tivermos segunda onda de pandemia no próximo inverno e se tivermos de restringir ensino presencial, podermos ter mais alunos com acesso a capacidades digitais”, explicou Siza Vieira aos deputados durante uma audição na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Telecomunicações, Planeamento e Finanças, além da Educação, são os ministérios envolvidos. “Estão a ser trabalhados com intensidade e rapidez. Espero que mesmo muito rapidamente possamos comunicar o que vai ser possível no próximo não letivo”, sublinhou o responsável pela pasta da Economia.

“Não posso dizer que vai estar tudo a funcionar no arranque do ano letivo, temos consciência que é um programa exigente e que envolve vários riscos”, salientou.

O Governo considera que hoje em dia se percebe bem que a desigualdade no acesso as tecnologias digitais agrava as desigualdades no acesso ao ensino e afirma, por isso, que “não fazer investimentos na escola digital é coartar a população que fica menos preparada para o futuro”, acrescentou Pedro Siza Vieira.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • António Dias
    03 jun, 2020 10:39
    Estes governantes drogam-se. Sabem lá o que é uma relação pedagógica. E falam dos alunos...Se não derem condições aos professores bem podem fazer o plano que bem entendem...
  • José
    02 jun, 2020 Vila Nova de Gaia 21:51
    Apenas duas questões: - quem acompanha os alunos em casa? Em muitas escolas os alunos pura e simplesmente Desligaram quando os pais voltaram ao trabalho. - Também haverá dinheiro para os professores investirem em portáteis, telemóvel e redes de acesso. Falo por mim mas tudo o que tenho fui eu que comprei e quando preciso de falar com os EE dos meus alunos, tenho de usar o meu telemóvel e o meu plafond de minutos e mensagens...