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Carta aos pais. Arcebispo de Évora quer mais alunos em Educação Moral e Religiosa

01 jun, 2020 - 10:54 • Rosário Silva

“Façam tudo para que a nossa fé não permaneça como algo privatizado e intimista, mas testemunhado no ambiente escolar”, pede o prelado, que aproveita para distinguir a disciplina da catequese.

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Para “compartilhar a nossa missão de apoiar as novas gerações de descoberta da vida, da sua beleza e dos seus valores”, o arcebispo de Évora acaba de dirigir uma carta aberta aos pais e encarregados de educação da diocese, a propósito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC).

“Exorto vivamente a todos os pais e encarregados de educação católicos e peço, ainda, o apoio dos avós e dos padrinhos, para que ajudem as crianças, os adolescentes e os jovens, a testemunharem a sua fé católica também na escola e se inscrevam na disciplina de EMRC”, escreve, D. Francisco Senra Coelho.

Na missiva divulgada nesta segunda-feira, o prelado recorda que a disciplina curricular é “um recurso pedagógico” que a escola oferece aos alunos, estando presente “nos ensinos básico e secundário e nos cursos profissionais (cf. Decreto – Lei nº70/2013 de 23 de maio)”, o que significa, segundo a lei, “que em todos os anos e cursos é possível frequentar a disciplina de EMRC.”

Para clarificar os educadores, o arcebispo de Évora aproveita para distinguir a EMRC da catequese, lembrando que “não se devem excluir uma à outra, mas complementarem-se”, acrescentando que muitos alunos frequentam a disciplina na escola, mas não vão à catequese na sua paróquia.

“Muitos assumem-se até como agnósticos ou ateus, mas encontram na EMRC uma abordagem centrada na importância do ser, e ser ativo em sociedade”, ajudando-os a refletir sobre os problemas da sociedade, por um lado, e por outro, “a interagir com outras áreas do saber.”

Mas há, também, “os que vão à catequese”, lembra, “inclusivamente pertencem a movimentos eclesiais”, porém, “não estão inscritos na disciplina.”

“Uns acham que basta a catequese, outros simplesmente dizem não ter tempo”, escreve, ainda, D. Francisco Senra Coelho, argumentando que essa “experiência cristã”, faz deles, “Discípulos Missionários de Cristo na escola”, onde, de resto, podem dar “testemunho da fé”, se frequentarem, também, a “disciplina que não é uma confissão qualquer, mas é católica!”

Em suma, a carta, dada a conhecer à Renascença, encoraja os pais e encarregados de educação católicos, a incentivarem os seus filhos e educandos, a inscreverem-se em EMRC, já no próximo ano letivo. Um apelo que o arcebispo de Évora alarga às famílias e aos diferentes movimentos eclesiais ligados à Pastoral Juvenil, a quem pede um esforço nesse sentido.

“Façam tudo para que a nossa fé não permaneça como algo privatizado e intimista, mas testemunhado no ambiente escolar”, pede o prelado.

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  • Augusto
    01 jun, 2020 Lisboa 13:43
    A catequese serve para isso, a escola tem outras prioridades.