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Jacinto Lucas Pires-Henrique Raposo
Um escritor, dramaturgo e cineasta e um “proletário do teclado” e cronista. Discordam profundamente na maior parte dos temas. À segunda e quarta, às 9h15
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O novo conselheiro de António Costa - Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo
O novo conselheiro de António Costa - Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo

J. Lucas Pires

Novo conselheiro “é como uma família de sapateiros escolher um estranho para a calçar”

01 jun, 2020 • Marta Grosso , Miguel Coelho (moderação do debate)


A escolha de António Costa e Silva para braço direito do primeiro-ministro e a violência nos EUA, na sequência da morte de um cidadão negro, são os temas em análise.

A escolha de António Costa e Silva para conselheiro do Governo não agrada na forma como foi feita.

“Acho que há um lado interessante que é a escolha de um independente e até crítico do Governo, que pode ter um olhar mais distanciado e talvez mais lúcido nalgumas matérias, mas a forma é muito estranha”, começa por dizer Jacinto Lucas Pires.

“É como uma família de sapateiros escolher um estranho para os calçar”, compara.

Na opinião deste comentador do programa As Três da Manhã, “não se percebe a escolha do formato” e “parece-me estranho e difícil de pôr em prática”.

Henrique Raposo tem a mesma opinião e diz mesmo que “a forma escolhida não é adequada a uma República”.

“Não ponho em causa o mérito, mas se é tão bom como parece ser, que seja convidado para ministro e não ficarmos nesta zona cinzenta”, sugere.

A violência crescente nos Estados Unidos, na sequência da morte de George Floyd, um afroamericano de 46 anos, morto por asfixia por um polícia que se ajoelhou sobre o seu pescoço, foi o outro tema em análise.

“Era a última coisa que precisávamos”, afirma Henrique Raposo, sublinhando que “o que estamos a viver hoje é pior do que a tensão que se viveu nos anos 60”, tendo em conta que “os últimos 20 anos foram de estagnação e de empobrecimento dos mais pobres, que nos Estados Unidos são sempre os negros”.

Jacinto Lucas Pires concorda que “é um momento terrível” e acrescenta que “a morte de George Flyod trouxe ao de cima a discriminação racial e a violência policial existente nos EUA”, onde, na visão de Henrique Raposo, a polícia existe como “um braço armado do exército”.

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