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Ministra da Saúde. Serviços do SNS nas zonas com novos surtos sem retoma da atividade normal

31 mai, 2020 - 13:40 • Eunice Lourenço com Lusa

Marta Temido admite recurso às escolas de saúde pública e a outras regiões do país para reforçar resposta nos concelhos mais afetados

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A ministra da Saúde, Marta Temido, admite que os serviços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) nas zonas da Grande Lisboa que estão a responder aos surtos de covid-19 não vão para já retomar a atividade assistencial normal. E anunciou um reforço de meios, com recurso às escolas médicas e até a outras regiões do país.

“Para o restante país foram já emitidas orientações genéricas para a retoma da atividade assistencial normal de acordo com o que é a intervenção dos agrupamentos de centros de saúde e dos hospitais, mas aqui em Lisboa e Vale do Tejo e em concreto nos concelhos mais afetados, isso vai acontecer mais lentamente porque precisamos de alocar recursos para ajudar a saúde pública a fazer o seu trabalho”, disse Marta Temido, este domingo, na conferência diária sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal, numa altura em que mais de 85% dos novos casos se registam na região da Grande Lisboa.

Por esta razão, as autoridades estão a focar o trabalho de contenção do novo coronavírus nesta região, tendo-se hoje reunido com vários responsáveis dos municípios envolvidos.

Segundo a ministra, estão a trabalhar na resposta a estes surtos específicos os Agrupamentos dos Centros de Saúde de Loures, Odivelas, Amadora e Sintra. Por estarem pressionados por esta maior procura, estas unidades de saúde são confrontadas com a “inviabilidade” de retomarem a sua atividade normal, o que já teria acontecido se os surtos não tivessem ocorrido, segundo a ministra da Saúde.

Segundo Marta Temido, está a ser preparada a “alocação de gente da saúde pública de outros pontos da região que possam estar menos sobrecarregados nestes momento”. “E até contamos com a disponibilidade de profissionais de saúde pública de outras áreas do país”, acrescentou a ministra, explicando que essa alocação está a ser preparada pelo presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luis Pisco, em articulação com os presidentes das outras administrações regionais.

“Não está fora de hipótese a circunstância de recorrermos ás escolas que trabalham na área da saúde pública em Lisboa e Vale do Tejo e que têm competências e profissionais e técnicos altamente capacitados”, acrescentou Marta Temido.

Portugal regista este domingo 1.410 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que no sábado, e 32.500 infetados, mais 297, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de sábado, em que se registavam 1.396 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (32.500), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 297 casos do que no sábado, o que representa um aumento de 0,9% em relação ao dia anterior.

A região Norte continua a ser a que regista o maior número de mortos (784), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (357), do Centro (238), do Algarve e dos Açores (ambos com 15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

[notícia atualizada às 15h00]

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