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negócio em tempo de confinamento

“A faturação foi um recorde: 1.500 euros diários”, assume proprietária de quiosque no Porto

25 mai, 2020 - 22:00 • Pedro Mesquita

Em plena pandemia, a Renascença dá-lhe a conhecer Laura Andrade. Há 20 anos que o seu quiosque, no Porto, não vendia tantos jornais, revistas e tabaco.

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Os quiosques foram uma das exceções à regra. Quando meio mundo estava em casa, e as lojas - quase todas - de portas fechadas, os quiosques tornaram-se em locais privilegiados para comércio de primeira necessidade.

Mas Laura Andrade não imaginava que essa necessidade fosse tanta. De Março a Maio, foi só faturar. Literalmente: “Acho que nunca trabalhei tanto nesta loja e tenho-a há vinte e tal anos. A faturação foi um recorde. Posso dizer que esta pequenina superfície chegou a facturar, em média, 1.500 euros diários. Antes da Covid-19 não passava de metade. Ou menos."

"As pessoas compraram de tudo: revistas, imprensa diária... A minha banca chegou a esgotar. Bom, é certo que isso aconteceu, também, porque a distribuição foi mais parca neste período, porque muitas editoras estavam fechadas. Seja como for, vendi muito mais imprensa e de todo o tipo do que em qualquer outra altura. Fosse nacional ou estrangeira."

Tabaco

Atrás do jornal, saem outros produtos, como os cigarros. E a venda também rendeu bem, assume Laura: “Semanalmente, sem tabaco, faturei mais do dobro do que eu vendia habitualmente. Fiquei muito surpreendida. Tinha, em média, uma faturação semanal de três mil euros e passou para oito ou nove mil euros, por semana.”

O chamado “desconfinamento” já avança a passos largos, mas, no quiosque de Laura, isso ainda não se nota muito. Não houve ainda, propriamente, uma quebra. “Não se nota muito. Talvez um bocadinho, porque as pessoas estão agora um pouco mais calmas. Na altura, houve muito histerismo e as pessoas gastavam imenso."

Fidelização

“É algo que me surpreende e agrada, claro. Aqui na zona era a única loja aberta. As pessoas começaram a ter conhecimento disso. A partir daí tornou-se um hábito. Fidelizei muitos clientes”, confessa.

À porta da loja, numa longa alameda pedonal, voltou hoje a formar-se uma fila. Havia, de novo, que estivesse à espera de comprar um jornal ou revista. Noutros casos, tabaco. Mas havia também quem estivesse de envelope na mão. É que o quiosque de Laura Andrade também serve de correio.

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