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Aborrecido no confinamento? Funcionários de aeroporto em Genebra fizeram filme de terror

24 mai, 2020 - 10:58 • Lusa

Um deles é português e chama-se Ângelo Amaro. Além de ter ajudado a fazer o argumento, interpreta uma das personagens principais do filme. "Confined" foi lançado no Instagram.

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O português Ângelo Amaro integrou um grupo de quatro funcionários do Aeroporto de Genebra que aproveitou o período de confinamento para participar num filme de terror amador no apartamento onde estiveram retidos durante dois meses.

“Quando o Jivan [realizador, de nacionalidade italiana] nos apresentou o projeto, era para ser um vídeo de três minutos para publicar no Instagram. Mas ficámos todos tão entusiasmados com o projeto que começámos a trocar ideias e criámos a curta-metragem de oito minutos, que dividimos em cinco episódios”, afirma o português Ângelo Amaro.

A curta-metragem "Confined", gravado, em língua inglesa, com um "smartphone", relata a história de Noah, um conhecido "influencer", interpretado por Oscar Boquete (espanhol), que aceita receber em sua casa Adrianne (personagem interpretada por Natacha Duvernois, de nacionalidade francesa), prima do seu amigo Lucas (interpretado pelo português Ângelo Amaro), que tem comportamentos estranhos que levam Noah a pensar que a rapariga veio assombrar a sua casa.

Foi Jivan Moulandi, apaixonado por filmes de terror, que viu no confinamento a oportunidade de criar a sua própria curta-metragem. O realizador e argumentista deste filme amador conseguiu convencer os colegas, com quem esteve confinado durante dois meses, a embarcar nesta aventura, propondo-lhes gravar um filme de oito minutos destinado ao Instagram.

Todas as cenas do filme foram gravadas em condições reais de confinamento e retratam o dia a dia do "influencer" Noah, que vai relatando ao seu amigo Lucas, por videochamada, os episódios sobrenaturais que tem vivido em casa, desde que acolheu a sua prima Adrianne.

“Com este projeto, sentimo-nos sempre ocupados. Não demos pelos dias a passar, nem sentimos que estávamos realmente confinados”, explica o português Ângelo Amaro, natural de Lisboa.

“Quando me ligaram para fazer parte do projeto, era para ser simplesmente um dos atores”, relata Ângelo Amaro, admitindo que ficou tão entusiasmado com a ideia que não se limitou ao papel de ator e ajudou no argumento.

“Em março, quando começou o confinamento, na Suíça, fui ter com os meus colegas ao apartamento onde viviam, para gravar a primeira cena da curta-metragem e, até agora, ainda não voltei para casa", revela.

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