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Balanço DGS. Portugal regista 1.302 mortos por Covid-19

23 mai, 2020 - 13:12 • Redação

Morreram mais 16 pessoas, nas últimas 24 horas, mas a deteção de erros na codificação obrigou a descontar três óbitos ao número total. Há mais 271 casos confirmados, para um total de 30.471. Mais 115 pessoas foram dadas como recuperadas.

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Portugal regista 1.302 mortos (mais 13 que na sexta-feira) e 30.471 infetados (mais 271, o que supõe um aumento de 0,9%), pelo novo coronavírus, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de sexta-feira, indica que, este sábado, há registo 7.705 pessoas recuperadas da Covid-19, mais 115 que no dia anterior.

A taxa de letalidade mantém-se nos 4,3% (16,4% acima dos 70 anos).

Desde o dia 1 de janeiro, registaram-se 308.584 casos suspeitos. O relatório deste sábado revela, ainda, que 2.308 casos ainda aguardam os resultados dos testes laboratoriais e mais de 26 mil pessoas estão sob vigilância das autoridades sanitárias.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (732), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (309), da região Centro (233), do Algarve (15) e do Alentejo, com um morto. O boletim dá conta de 15 óbitos nos Açores. O arquipélago da Madeira continua sem registo de mortes por Covid-19.

É nos 80 anos para cima que se registam mais óbitos (880, mais 14 que no dia anterior), seguido do grupo dos 70 aos 79 anos (252, mais um), dos 60 aos 69 anos (115, menos um - menos dois homens e mais uma mulher), dos 50 aos 59 anos (39, menos um), dos 40 aos 49 anos (15) e dos 20 aos 29 anos, com um óbito.

No total, morreram 666 mulheres e 636 homens com Covid-19.

Na conferência de imprensa, a ministra da Saúde, Marta Temido, explicou as incongruências no número de óbitos por faixas etárias - morreram mais 16 pessoas, mas foram descontadas outras três ao total.

"Esta circunstância decorre de, na região Centro, ter havido três óbitos, um na idade dos 50 aos 59 anos e dois na idade 60 aos 69 anos, que na codificação da causa de morte se revelaram como óbitos provocados um enfarte e dois por septicemias. Os novos óbitos deviam ser 16, mas estão apenas 13, porque três decorrem desta correção regional", esclareceu.

O Norte concentra a maior parte dos casos confirmados, com 16.664 (cerca de 54,69%). Seguem-se Lisboa e Vale do Tejo (9.292, mais 186 - 68,63% dos novos casos), Centro (3.676), Algarve (361), Alentejo (253), Açores (135) e Madeira (90 - desde 7 de maio que este número não muda).

A ministra da Saúde garantiu que o aumento "persistente" de casos que se continua a registar na região de Lisboa e Vale do Tejo não está relacionado com as medidas de desconfinamento. Deve-se, isso sim, a "momentos de relaxamento" em ambiente laboral.

“Tudo leva a crer que estamos perante focos e surtos de novos casos associados a (...) empreendimentos comerciais e industriais e a algumas situações de obra de construção civil”, frisou Marta Temido.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.147), seguida dos 50 aos 59 anos (5.100), dos 30 aos 39 anos (4.515), dos 80 anos para cima (4.417), dos 20 aos 29 anos (3.876), dos 60 aos 69 anos (3.376) e dos 70 aos 79 anos (2.488).

Globalmente, há em Portugal 17.702 mulheres e 12.769 homens infetados.

Segundo a DGS, 40% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Cerca de 68,6% dos doentes são tratados no domicílio, conforme revelou a ministra da Saúde. Em internamento, estão 550 (1,8%) dos pacientes (menos 26 pessoas que no dia anterior): 80 (0,3%) em unidades de cuidados intensivos (menos quatro) e 1,5% em enfermaria.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 5,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 338 mil, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Dos casos de infeção, quase 2,1 milhões tiveram alta.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras. Em Portugal, foi implementado estado de emergência a 19 de março. Após duas extensões (até 2 de maio), não foi mais renovado e o país encontra-se, agora, na segunda fase de desconfinamento.

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