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Fenprof: ​10% dos alunos não regressaram à escola

22 mai, 2020 - 18:08 • Dina Soares

Federação Nacional dos Professores fez um inquérito às escolas para perceber como correu a primeira semana de aulas presenciais desde o encerramento das escolas, a 16 de março. O balanço é positivo, apesar de haver escolas em que mais de metade dos alunos não compareceu.

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O absentismo dos alunos que regressaram às aulas presenciais na última segunda-feira é da ordem dos 10%. Os dados foram recolhidos pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) num inquérito realizado junto de 20% das escolas que retomaram a atividade presencial em todo o país.

A falta de transporte em horário adequado, a preocupação com a situação epidemiológica e medo de contagiar familiares são os dois motivos mais invocados pelos alunos para não terem regressado à escola. O número de alunos em situação de risco ou doença é baixo.

A Federação Nacional dos Professores assinala o facto de alguns alunos verem reduzida em 40 a 50% a carga letiva semanal prevista no currículo. Uma necessidade decorrente da acomodação da divisão das turmas que poderia ter sido ultrapassada se tivessem sido contratados mais docentes.

Muitos professores com aulas presenciais e à distância

No que toca aos professores, a Fenprof revela que a maioria está a acumular aulas presenciais com aulas à distância. À exceção dos que se encontram doentes, todos os professores convocados compareceram – diz a Federação Nacional dos Professores – embora muitos tenham dito que se sentem inseguros.

A falta de um rastreio, com a realização de testes à comunidade escolar, e a insuficiência de equipamentos de proteção pessoal são os principais motivos de preocupação, até porque não têm ainda informação sobre se e quando será feito o reforço desses equipamentos.

A maioria das escolas teve que alterar os horários, mas a grande maioria manteve os professores com os respetivos alunos, para não estar a fazer alterações a um mês do final do ano letivo.

O pessoal auxiliar é suficiente

Ao contrário do que é costume, o pessoal auxiliar é, na maior parte dos casos, adequado porque nem todos os alunos vão à escola e só parte das instalações estão abertas. Contudo, foram identificadas escolas maiores que concentram um número elevado de funcionários, o que lhes permite, até, promover um regime de rotatividade.

Nas escolas que são apenas secundárias, surgem algumas dificuldades pois a percentagem de alunos presentes é significativa. A Fenprof refere o exemplo de uma escola do barlavento algarvio, que conta apenas com 8 dos seus 20 funcionários.

Escolas de referência às moscas

Foi também analisada a situação das escolas de referência para acolhimento de filhos de trabalhadores de serviços essenciais. Como acontece desde o início, são poucas as famílias que recorrem a este serviço. Há escolas em que não comparece qualquer aluno ou são apenas dois ou três.

Em contrapartida, o serviço de fornecimento de refeições nas escolas está a ser muito procurado. São muitos os alunos que se deslocam à escola para almoçar ou, quando o serviço é take away, levantar as suas refeições, o que confirma a sua importância para responder a famílias cujas dificuldades económicas se estão a agravar neste tempo de pandemia.

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