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Acionista maioritário do Portimonense fala em "justiça", após luz verde ao estádio algarvio

20 mai, 2020 - 18:15 • Rui Viegas

"Portimão Estádio" está entre os recintos aprovados para a ponta final do campeonato. Theodoro Fonseca considera, ainda, que o investimento deve existir, como forma também de combate à "deslealdade".

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O acionista maioritário do Portimonense, Theodoro Fonseca, reage com agrado à luz verde para jogar em casa na reta final da Primeira Liga. O "Portimão Estádio" está entre os dez recintos aprovados pela Direção Geral da Saúde (DGS), e cuja lista foi divulgada esta quarta-feira, com vista às dez jornadas finais do campeonato, a serem disputadas a partir de junho.

Escutado por Bola Branca, Theodoro Fonseca dá conta da satisfação de toda a estrutura do Portimonense e fala em "justiça".

"Provou que eu estava certo em todos os requisitos e melhorias feitas. Quando a DGS esteve aqui, não tive qualquer preocupação, pois não 'tinha' como não aprovar o estádio de Portimão, depois do investimento realizado. Fez-se justiça e agradeço muito ao governo, à DGS e à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) - e à própria Liga. E com apenas cinco anos de SAD e de investimento, [o 'Portimão Estádio] ter sido aprovado é motivo de orgulho. Pela justiça feita", afirma.

O proprietário do emblema algarvio refere que a decisão causou euforia no clube, desde o plantel à equipa técnica e administração.

"Estou agradecido, tal como Portimão e o Algarve, a todos os que acreditaram em nós. Todos os jogadores, equipa técnica, funcionários ou até o pessoal da manutenção ficaram eufóricos. Porque eles não acreditavam na justiça, em face de tantas injustiças no futebol. Estavam com alguma precaução. Mas sempre confiei no governo, na DGS - embora com muitas restrições, e na FPF - que nos deu todo o apoio para irmos em frente. Assim, toda a nossa a nossa estrutura ficou muito orgulhosa por essa recompensa pelo trabalho feito", confessa.

Theodoro Fonseca, responsável máximo pela SAD portimonense, não deixa, igualmente, de sugerir uma mudança de paradigma a este nível, com base no seu exemplo

"Os outros clubes terão [também] de investir nas infraestruturas, principalmente nos estádios. Para a próxima época e para agora. É uma competição desleal se não investir no seu estádio e nas suas infraestruturas. Não posso 'arrumar' a minha casa e dormir na casa dos outros. Tenho de 'arrumar' a minha casa para receber as visitas", declara, em Bola Branca.

Além do palco algarvio, foram igualmente já aprovados os estádios do Dragão, da Luz, Alvalade, da Cidade do Futebol, D. Afonso Henriques, em Guimarães, João Cardoso, em Tondela, Barreiros, no Funchal, e o Municipal de Braga. Seis estádios terão, por sua vez e após as correcções sugeridas, de ser submetidos a nova vistoria das autoridades de saúde e desportivas.

Mesmo sem público, Portimonense beneficia "em casa própria"

A seis pontos do Paços de Ferreira, o primeiro conjunto acima da "linha de água", a equipa às ordens de Paulo Sérgio encontra-se no penúltimo lugar do campeonato. E mesmo sem público nas bancadas, Theodoro Fonseca só observa vantagens em ter conseguido manter o Portimonense a jogar em casa.

"Seria hipocrisia dizer que seria igual. Só as deslocações, e pelo momento que estamos a viver, constituiriam um esforço muito maior do que o habitual e do que o normal", reconhece, a concluir.

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