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Partido Socialista

João Soares apoia recandidatura "óbvia" de Marcelo e desdramatiza caso Centeno, a quem o país "deve muito"

13 mai, 2020 - 19:59 • Sérgio Costa com Redação

A propósito da transferência de 850 milhões de euros para o Novo Banco, o socialista admite “descoordenação” no Governo e defende que o Ministério das Finanças "devia ter esperado pelo resultado da auditoria". Já sobre Marcelo, diz que o Presidente tem sido "muito importante para o trabalho" de António Costa.

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O socialista João Soares, em declarações à Renascença, diz que Marcelo Rebelo de Sousa é o Presidente mais conveniente para o país nos próximos anos, isto no dia em que António Costa desafiou o atual Chefe de Estado para uma recandidatura a Belém.

De visita à Autoeuropa esta terça-feira, o primeiro-ministro disse esperar regressar, no futuro, àquela unidade industrial já com Marcelo num novo mandato.

Confrontado com as declarações, João Soares sugere que a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa é “absolutamente óbvia”.

"No quadro que temos tido pela frente, parece-me absolutamente óbvio. Eu avalio de uma forma extremamente positiva aquilo que tem sido o papel do Presidente da República. E acho que ele tem sido muito importante também no contexto daquilo que tem sido o trabalho altamente meritório do Governo dirigido por António Costa”, defende.

Ainda a propósito de Presidente da República, Marcelo criticou publicamente a forma como foi realizada a injeção no Novo Banco, deixando elogios a António Costa, que na passada semana disse ser necessária essa auditoria.

Marcelo Rebelo de Sousa defende que para os portugueses não é indiferente cumprir compromissos com o conhecimento exato das condições em que a operação é realizada.

À Renascença, João Soares defende que, apesar das críticas do Presidente da República, o ministro das Finanças Mário Centeno tem condições para continuar no cargo.

Soares admite alguma “descoordenação” entre Centeno e o primeiro-ministro, mas recusa “dramatismos”.

"Para mim, tem todas as condições para continuar. O país deve muito a Mário Centeno. Nestes últimos quatro anos, o trabalho que fez no Governo é um trabalho absolutamente notável. Não podemos pôr em causa aquilo que tem sido a sua obra feita no plano das finanças públicas. O Ministério das Finanças devia ter esperado pelo resultado da auditoria. Faltou uma melhor coordenação. Lamento isso profundamente, mas não acho que haja aqui nada de dramático, pelo contrário”, conclui João Soares.

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