Tempo
|
A+ / A-

Centeno admite falha de comunicação com Costa no Novo Banco

12 mai, 2020 - 10:36 • Redação

Ministro das Finanças não vê sinal de que relação com Costa tenha sido "abalada".

A+ / A-
Nos primeiros dias de abril, o Fundo de Resolução pediu às Finanças que disponibilizassem mais 850 milhões de euros para injetar a tempo de o banco fechar as contas relativas a 2019 com os rácios de solidez nos níveis exigidos pelas autoridades. O dinheiro foi transferido no início de maio, na véspera da intervenção do primeiro-ministro no Parlamento.

O ministro das Finanças reconhece que houve uma falha de comunicação com o primeiro-ministro, em relação à transferência de 850 milhões de euros para o Fundo de Resolução emprestar ao Novo Banco.

Numa entrevista à TSF, Mário Centeno diz que houve a falha de comunicação mas não “uma falha financeira”, o que seria “desastroso” para a economia portuguesa.

Nestas declarações admitiu que António Costa “não tinha informação que a transferência se tinha efetuado no dia anterior", quando respondeu à líder do Bloco de Esquerda, afirmando que não haveria mais dinheiro para o Novo Banco sem uma auditoria.

“Essa informação não chegou a horas do debate e não estava atualizada quando deu a resposta [a Catarina Martins], e entendeu nesse contexto o senhor primeiro-ministro, que havia esse pedido de desculpa a fazer.”

“A minha relação política com o primeiro-ministro, membros do Governo, Assembleia da República e órgãos de soberania é de enorme transparência e lealdade face ao que é o esforço em atingir objetivos que o Governo tem e não vejo sinal que possa ter sido abalada”, nota o ministro das Finanças.

Centeno lembrou que ministro e primeiro-ministro “têm a relação institucional e de trabalho mais longa da democracia portuguesa”, sublinhando ainda, insistindo que houve uma “falha de comunicação com o gabinete do primeiro-ministro na preparação do debate quinzenal”.

Nos primeiros dias de abril, o Fundo de Resolução pediu às Finanças que disponibilizassem mais 850 milhões de euros para injetar a tempo de o banco fechar as contas relativas a 2019 com os rácios de solidez nos níveis exigidos pelas autoridades. O dinheiro foi transferido no início de maio, na véspera da intervenção do primeiro-ministro no Parlamento.


Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • ze
    12 mai, 2020 aldeia 11:48
    Um poço sem fundo,nunca mais acaba esta vergonha!.....e o povo sempre a pagar.