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BE quer que Parlamento tenha de autorizar injeções no Novo Banco

11 mai, 2020 - 10:50

"É preocupante que o ministro das Finanças faça uma coisa dessas sem o primeiro-ministro saber", diz Catarina Martins.

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A coordenadora do BE considera "preocupante" a atuação do ministro das Finanças quanto ao Novo Banco e anunciou que o partido vai reapresentar uma iniciativa para que o Parlamento tenha de autorizar novas transferências do fundo de resolução.

Em entrevista à TSF, Catarina Martins foi questionada sobre a autorização de uma nova transferência de 850 milhões de euros do fundo de resolução para o Novo Banco, que terá sido autorizada pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, sem o conhecimento do primeiro-ministro, António Costa, e sem que estivesse concluída a auditoria a essa instituição.

"É preocupante que o ministro das Finanças faça uma coisa dessas sem o primeiro-ministro saber e mais preocupante é que o Estado faça injeções no Novo Banco sem saber o que lá se passa", afirmou.

A coordenadora do BE recordou que, no âmbito do Orçamento do Estado para 2020, o partido já tinha proposto que qualquer injeção no Novo Banco tivesse de ser autorizada pelo Parlamento, mas foi chumbado, também com os votos do PSD.

"Agora vejo que o PSD se diz chocado [com esta nova transferência sem os resultados da auditoria], o que há a fazer é aprovarem o que o BE vai apresentar em forma de projeto-lei: não há nenhuma injeção no fundo de resolução para o Novo Banco sem haver aprovação do parlamento", afirmou.

Questionada sobre se a Festa do Avante, a tradicional 'rentrée' do PCP, é um festival de música ou ação política, a líder bloquista respondeu que é "as duas coisas", mas considerou prematuro saber em que moldes se pode realizar.

"Eu tenho dificuldade em perceber quem já sabe hoje como vai ser o primeiro fim de semana de setembro do ponto de vista da pandemia, nesta matéria como em todas as outras seguir a ciência é muito importante", afirmou.

Para Catarina Martins, o Governo "esteve bem" na aprendizagem com outros países das respostas sanitárias à pandemia de Covid-10, mas considerou que "tem faltado uma estratégia para o dia seguinte" nos apoios às empresas e pessoas
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