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Lares contam 450 óbitos por Covid-19

09 mai, 2020 - 14:07 • Marta Grosso

Diretora-geral da Saúde diz número de vítimas mortais em lares está abaixo de alguns países e elogia a ação de todas as entidades envolvidas. Autoridades de saúde vão concluir até ao final da semana as orientações para o regresso das visitas. Cuidados continuados sem mortes desde há mais de duas semanas.

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O número de mortos em estabelecimentos residenciais para idosos (lares) é, segundo a atualização feita até às zero horas deste sábado, de 450. A informação foi avançada na conferência de imprensa diária da Direção-Geral de Saúde (DGS), em resposta a uma pergunta da Renascença.

Segundo a diretora-geral, a região Norte é a que regista maior número de vítimas mortais: 243. Segue-se a região Centro (com 134), Lisboa e Vale do Tejo (69), Algarve (três) e Alentejo (um).

Reconhecendo que os números são elevados, Graça Freitas sublinha que estão abaixo dos registados em outros países, algo que a diretora-geral da Saúde atribui às boas práticas e ao cuidado “que todas as entidades envolvidas têm tido no sentido de uma intervenção precoce”, agindo para isolar de imediato o caso identificado, procurando contactos, entre outras “regras de boas práticas que estão bem definidas e já bem treinadas por todos”.

Graça Freitas acredita, por isso, que “a situação é mais controlável do que há dois meses, porque há um conjunto de regras bem interiorizadas”.

Na mesma conferência de imprensa, a ministra da Saúde avançou que, através do programa de testes aplicados nos lares, foi possível também controlar os casos positivos em profissionais.

Segundo Marta Temido, a informação disponível indica que “as situações estão relativamente controladas, com um ou outro caso que merece maior atenção e preocupação”.

Regras para visitas no final da semana

A ministra da Saúde garantiu neste sábado que a Direção-Geral da Saúde (DGS) e autoridades competentes vão concluir, até ao final da semana, a preparação do regresso das visitas a lares e unidades de cuidados de saúde, entre outros.

"Neste momento, as autoridades de saúde, a DGS e outros setores que articulam com estas áreas, estão a concluir, esperemos que até ao final da semana, temas como o regresso a estruturas residenciais para idosos e unidades de cuidados de saúde continuados e integrados [...], creches, transportes públicos e futebol", afirmou Marta Temido aos jornalistas, em Lisboa, sem avançar mais detalhes.

Cuidados continuados sem mortes há mais de duas semanas

Ainda em resposta a uma pergunta colocada pela Renascença, a ministra da Saúde falou sobre a situação nas unidades da rede de cuidados continuados integrados, referindo que, “de acordo com o auto-reporte que nos é efetuado, já só 23 unidades têm situações de casos”, do total de 389 unidades.

Nenhum destes doentes infetados com o novo coronavírus está “internado em ambiente hospitalar”, ou seja, nenhum foi transferido da rede para um hospital de adultos, adiantou Marta Temido.

Segundo a ministra, a rede de cuidados continuados regista um total de 102 doentes testados como positivos para a Covid-19, o que representa 0,8% dos utentes.

Quanto a vítimas mortais, foram registadas até agora 15, sendo que “desde o dia 22 de abril que não há novos óbitos em unidades da rede”, vincou.

Marta Temido adiantou também que, tal como se procedeu para os lares, estão a ser realizados testes aos profissionais de saúde da rede de cuidados continuados integrados, tendo “3.190 profissionais já sido testados”, 114 dos quais deram resultado positivo para a Covid-19.


Novos casos em Portugal até este sábado

Segundo os números avançados neste sábado, Portugal regita um total de 1.126 mortos associados à Covid-19 em 27.406 casos confirmados de infeção. São mais 12 mortos (+1,1%) e mais 138 casos de infeção (+0,5%) face ao dia anterior.

Das pessoas infetadas, 815 estão hospitalizadas, das quais 120 em unidades de cuidados intensivos.

O número de casos recuperados passou de 2.422 para 2.499, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

No dia 2 de maio, Portugal entrou em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.



Nota:

Questões técnicas da plataforma que suporta o "dashboard" da Renascença impedem temporariamente a atualização de alguns dados. Os gráficos já apresentam os números atualizados pela DGS deste sábado. Agradecemos a compreensão e atualizaremos estes valores logo que possível.

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