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Papa alerta para a exploração dos trabalhadores agrícolas. "A dignidade das pessoas deve ser sempre respeitada"

06 mai, 2020 - 11:56 • Aura Miguel

Na catequese, Francisco apela à oração: “Não te cales, mesmo que te critiquem”.

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O Papa Francisco denunciou, esta quarta-feira, a situação de tantos trabalhadores agrícolas “extremamente explorados”, muitos deles migrantes, que trabalham nas regiões rurais de Itália.

No final da habitual catequese, Francisco reconheceu que “a atual crise afeta a todos, mas a dignidade das pessoas deve ser sempre respeitada”. E acrescentou: “É por isso que junto a minha voz ao apelo desses trabalhadores e de todos os trabalhadores explorados. Que esta crise nos dê a oportunidade de repor a dignidade da pessoa e do trabalho no centro da nossa preocupação.“

Nesta quarta-feira, o Papa iniciou um novo ciclo de catequese sobre o tema da oração, que definiu como “a respiração da fé”. O Papa apontou o exemplo da figura evangélica do cego Bartimeu que gritou por Jesus e obteve o que pediu, apesar do incómodo público que causou e da repreensão dos presentes para se calar.

“A exemplo de Bartimeu, somos convidados a perseverar na oração, mesmo quando nos disserem que é inútil, na certeza de que Deus sempre escuta o clamor de quem implora humildemente a salvação”, disse o Santo Padre. “Mais forte do que qualquer argumentação contrária, há no coração do homem uma voz que implora. Todos temos esta voz cá dentro, que sai espontânea, que ninguém comanda. Uma voz que se interroga sobre o sentido do nosso caminho aqui, sobretudo quando estamos na escuridão”, concluiu.

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