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Eleições no FC Porto

​Nuno Lobo. “É para ganhar! Senão ficava quietinho e a assobiar para o lado”

06 mai, 2020 - 12:52 • Pedro Azevedo

Candidato à presidência do FC Porto já entregou as assinaturas necessárias e mostra confiança em bater Pinto da Costa e José Fernando Rio no ato eleitoral do FC Porto, ainda sem data marcada

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As assinaturas necessárias para a candidatura à presidência do FC Porto já foram entregues por Nuno Lobo. O presidente da Assembleia Geral, Matos Fernandes, aceitou a entrega e no próximo sábado, dia 9 de maio, as três listas candidatas serão validadas, realizando-se o sorteio para os boletins de voto.

São três os candidatos à liderança do FC Porto para o quadriénio 2020-2024: Pinto da Costa, José Fernando Rio e Nuno Lobo.

Nuno Lobo, empresário da restauração, foi o último a entrar na corrida e mostra confiança num triunfo nas urnas. “Se não tivesse possibilidades de vencer ficava quietinho e a assobiar para o lado. Tenho uma equipa competente, com entrega, devoção e um único objetivo: vencer, que é o que significa FC Porto”, refere em entrevista a Bola Branca.

Nuno Lobo estabeleceu vários contactos nos últimos meses antes de avançar e agradece “a confiança dos muitos sócios que subscreveram a candidatura". Não posso esquecer o apoio de adeptos e simpatizantes ao longos dos últimos dois ou três meses. A minha lista conta com assinaturas de sócios desde o número 551 ao sócio 130 e tal mil”, detalha.

Reconhecimento do trabalho de Pinto da Costa

Nuno Lobo admite que Pinto da Costa, que se candidata ao 14º mandato consecutivo e no cargo desde 1982, terá sempre um lugar especial no clube.

“Pinto da Costa não será esquecido por esta candidatura. Terá sempre o seu lugar reservado na história do clube e já é presidente honorário. Todos os adeptos e simpatizantes do FC porto estão eternamente agradecidos ao trabalho que foi feito”, sublinha.

Críticas aos últimos seis anos de gestão

Mas apesar desse reconhecimento, Nuno Lobo explica as razões que o motivaram a avançar à procura de uma alternativa na liderança dos destinos do clube.

“Em tudo na vida há um fim de ciclo, uma mudança. Não me revejo nestes últimos anos da atual direção. Assistimos ao depauperar da equipa de futebol. Basta citar como exemplo as contratações e a saída de jogadores como Brahimi, Herrera, Marcano que depois voltou. O pouco investimento nas modalidades, e algumas que até já caíram como o Voleibol e o halterofilismo, entre outras”, enumera.

Nuno Lobo assinala ainda outros aspetos que considera negativos nos últimos anos de gestão.

“Foram seis anos de silêncio, passividade, falta de comunicação e proximidade com os nossos sócios. Foram também seis anos a ver um clube a ser levado ao colo com todas as consequências negativas que trouxe a nível desportivo e financeiro. E a solução encontrada pelo nosso clube foi um programa de TV no Porto Canal. É por estas razões que me candidato” revela.

As eleições para a presidência do FC Porto, inicialmente agendadas para 18 de abril, foram adiadas, devido à pandemia de Covid-19, e ainda não há uma nova data marcada.

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