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​Dia Mundial da Língua Portuguesa "é o justo reconhecimento da relevância global” do português

05 mai, 2020 - 15:16 • Maria João Costa com Lusa

Neste Dia Mundial da Língua Portuguesa Marcelo diz que o português é uma língua de "futuro, viva e diversa” e António Guterres considera que a CPLP “se tem aprofundado e fortalecido”.

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“A proclamação do 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa é o justo reconhecimento da relevância global” do português, afirma António Guterres. Numa mensagem difundida na internet, na cerimónia que assinalou a primeira vez que se celebra a data, o secretário-geral das Nações Unidas destacou a diversidade e multiculturalidade da língua portuguesa, considerando que esta se enriquece "no dia-a-dia de vários povos de todos os continentes”.

Decretado em novembro passado pela UNESCO, o Dia Mundial da Língua Portuguesa está a ser assinalado ao longo do dia em várias iniciativas na internet – o espaço digital onde a língua portuguesa é a quinta mais usada a nível global. Hoje o ex-primeiro-ministro português, António Guterres, que foi uma das personalidades lusófonas que participou na cerimónia ‘online’ referiu que, o português tem “uma presença cada vez mais visível em diversas facetas culturais, adicionando valor nas dinâmicas globais da economia, ciência e das parcerias internacionais”

Nas palavras de Guterres, “o português é efetivamente uma língua de comunicação global”, “assumindo um papel fundamental na mobilização do conhecimento”. Recordando que, enquanto primeiro-ministro de Portugal, foi um dos fundadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), António Guterres considerou que a “comunidade se tem aprofundado e fortalecido”, congregando um número cada vez maior de observadores associados.

“A CPLP é também a comunidade das pontes de língua portuguesa. Estou seguro que estas pontes continuaram a ser moldadas nos […] valores do multilateralismo efetivo e que o futuro da língua portuguesa continuará a ser moldado pela diversidade de todas as suas vozes”, disse.

Também esta terça-feira, o Presidente da República considerou o português uma “força comum” do português, uma língua de "futuro, viva e diversa”.

Numa mensagem, a propósito do Dia Mundial da Língua Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa sustentou que a força da “nossa língua comum” é feita do “génio de angolanos, brasileiros, cabo-verdianos, guineenses, moçambicanos, são-tomenses e portugueses, falando há séculos em casa e nas diásporas”.

O chefe de Estado português evocou, neste contexto, grandes nomes das letras da lusofonia, de Camões (Portugal) a Craveirinha (Moçambique), de Jorge Amado (Brasil) a Hélder Proença (Guiné-Bissau), de Pepetela (Angola) a Germano Almeida (Cabo Verde), de Fernando Silvan (Timor-Leste) a Alda Espírito Santo (São Tomé e Príncipe).

Na mensagem, Marcelo Rebelo de Sousa enviou ainda “um abraço muito forte” e “em português” a todos os lusófonos num tempo em que é preciso união “perante um vírus, um inimigo comum”, numa alusão à pandemia da covid-19.

Marcelo Rebelo de Sousa foi uma das personalidades lusófonas que participou na cerimónia ‘online’ que hoje assinalou o primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa, juntando mais de duas dezenas de personalidades lusófonas da política, letras, música ou desporto.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) declarou, em novembro do ano passado, 05 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, mediante proposta de todos os países lusófonos apoiada por mais 24 Estados, incluindo países como a Argentina, Chile, Geórgia, Luxemburgo ou Uruguai.

O português é falado por 265 milhões de pessoas nos cinco continentes, e é língua oficial dos nove países-membros da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) e Macau, bem como língua de trabalho ou oficial de um conjunto de organizações internacionais como a União Europeia, União Africana ou o Mercosul.

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  • mew2
    06 mai, 2020 10:37
    Graças sejam dadas a que o PM não tenha querido se pronunciar.