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Pandemia de ​Covid-19

PSD aponta farpas ao Governo: "Houve burocracia excessiva no 'lay-off'. Muitos trabalhadores não receberam apoio em abril"

04 mai, 2020 - 23:14 • Pedro Mesquita com Redação

Presidente do Conselho Estratégico Nacional do PSD, Joaquim Sarmento, defende que "quanto mais tempo demorarmos, mais as empresas vão sofrer e mais dificil será a recuperação económica”.

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O presidente do Conselho Estratégico Nacional do PSD aponta falhas ao Governo no apoio às empresas, quer pela via das linhas de crédito, quer através do lay-off.

Em declarações à Renascença, Joaquim Sarmento lembra que “o tempo é uma variável crítica”, diz que não consegue perceber tanta demora, e alerta que quando o dinheiro chegar, algumas empresas já terão fechado e não conseguirão reabrir.

"Quanto mais tempo demorarmos, mais difícil será para muitas empresas recuperarem. E algumas delas seguramente que poderão já ter fechado e não vão conseguir reabrir. Portanto, o tempo aqui é uma variável crítica e eu não consigo perceber como é que se demora um mês e meio. E ao fim de um mês e meio estes processos não estão otimizados e não estão em velocidade de cruzeiro. Quanto mais tempo demorarmos, mais as empresas vão sofrer e mais dificil será a recuperação económica”, aponta.

Quanto às linhas de crédito, Joaquim Sarmento diz que o dinheiro é pouco e tarda a chegar. "Estão altamente burocratizadas, muito morosas na chegada do dinheiro às empresas e muito abaixo daquilo também que era os objetivos de consessão de crédito."

Uma burocracia excessiva que, na leitura de Joaquim Sarmento, também emperrou a avaliação e aprovação do lay-off.

"No caso do lay-off, o Governo falhou. É bom recordar que tivemos pelo menos três semanas para o Governo conseguir fechar o instrumento. Houve uma burocracia excessiva e um sistema de avaliação dos pedidos de lay-off que claramente não conseguiu corresponder às exigências do momento. E por isso é que ficaram dezenas de milhares de pedidos por aprovar. O que significa que temos muitos e muitos trabalhadores que em abril não receberam o apoio do lay-off”, acusa.

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