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PCP mantém "Festa do Avante!" só com artistas da lusofonia

30 abr, 2020 - 11:46 • Susana Madureira Martins

A habitual festa que marca o regresso político dos comunistas após o verão está a ser preparada e mantém-se para o primeiro fim-de-semana de setembro, mas noutros moldes por causa da pandemia.

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"Não há festa como esta" é o slogan clássico do evento de três dias que marca o regresso político do PCP, após a pausa de verão, mas este ano a festa do Avante vai ser diferente por causa da pandemia.

A organização da festa quer dar "prioridade aos artistas da língua portuguesa", tendo em conta o "momento de especial dificuldade que os artistas, técnicos, programadores, agentes" estão a passar "por causa da pandemia provocada pela Covid-19".

Num comunicado divulgado esta quinta-feira, o PCP aproveita para criticar de forma implícita "os subsequentes decretos de estado de emergência, as medidas de distanciamento social", que obrigaram ao "cancelamento de milhares de espetáculos que provocaram, repentinamente, prejuízos enormes e perdas de rendimento avassaladoras".

Os comunistas apresentam um extenso rol dos profissionais afetados pela pandemia e por aquelas medidas e a quem é preciso dar resposta, desde os "cantores, músicos, engenheiros de som, técnicos de palco, luminotécnicos, trabalhadores do audiovisual e das artes cénicas e perfomativas, produtores, realizadores, agentes".

Face ao cenário de crise em que se encontram todos estes profissionais, os comunistas decidiram convidar para a festa apenas artistas portugueses e "artistas que não sendo portugueses estão radicados em Portugal e aos artistas originários de países de Língua Oficial Portuguesa.

Com esta decisão, a organização do Avante! considera que se garante "neste momento difícil, a solidariedade ativa do PCP, das suas

organizações e dos seus militantes para com os artistas portugueses".

Afastada parece para já qualquer hipótese de cancelamento ou adiamento da festa que se realiza todos os anos no primeiro fim-de-semana de setembro, na quinta da Atalaia, no concelho do Seixal.

Trata-se segundo o próprio comunicado da "maior iniciativa político-cultural realizada em Portugal", de "dimensão internacionalista", dimensão essa que "se manteve como uma das suas facetas identitárias, permanentes, ao longo de 44 anos". Sem interrupções, portanto, nem antes, nem agora.

Os comunistas prometem o regresso à normalidade já no próximo ano e "para a edição de 2021, ano em que o PCP comemora o seu centenário, a Festa do Avante! retomará, naturalmente, uma programação musical com uma forte componente internacionalista".

O primeiro-ministro anuncia esta quinta-feira o plano do Governo para o levantamento gradual das restrições à atividade social e económica até 1 de junho, com as primeiras medidas a entrarem em vigor já na segunda-feira.

Em Portugal, morreram 973 pessoas das 24.505 confirmadas como infetadas, e há 1.470 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Portugal é o 20.º país do mundo com mais óbitos e o 18.º em número de infeções.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 224 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

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