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Reunião Infarmed

Reabertura da economia. Limite são quatro mil internamentos no Serviço Nacional de Saúde

28 abr, 2020 - 21:20 • Isabel Pacheco , Cristina Nascimento

Fronteira é apontada por especialistas que esta terça-feira estiverem na reunião de acompanhamento da pandemia. No fim do encontro, Marcelo anunciou que estado de emergência não ia ser renovado, mas pediu contenção.

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O limite para a rutura do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em caso de segunda vaga de Covid-19 no país, são quatro mil internamentos.

A meta foi revelada esta terça-feira, na quinta reunião para avaliar a situação epidemiológica em Portugal devido à Covid-19. Estes encontros, que se têm realizado na sede do Infarmed, uma iniciativa do Governo que reúne poderes políticos, parceiros sociais e especialistas,. Na reunião desta terça-feira esteve Luis Mira, da Confederação dos Agricultores Portugueses que, à saída, revelou algumas das informações avançadas.

“Era o ponto a partir do qual não havia capacidade. Deram também a informação que, neste momento, há cerca de mil pessoas com Covid que ainda estão nos hospitais. Esta é uma folga de três mil pessoas a mais que podiam absorver sem haver rutura”, explica Luis Mira.

“Fizeram essa simulação dos quatro mil, na hipótese de uma segunda vaga da doença”, acrescenta.

Nestas declarações à Renascença, Luis Mira revela que, neste encontro, foi também abordada a questão do rastreio digital através de uma aplicação móvel, como forma de deteção de novos casos.

Mira explica que a aplicação vai detetando os contatos feitos ao longo de 14 dias.

“Se uma dessas pessoas com quem eu estive for detetado, numa ida a um médico, um caso positivo de Covid, é o médico que introduz isso num sistema e que manda para todas as pessoas que tenham essa aplicação e que estiveram em contacto com esse doente Covid, que eu não sei qual foi, vou receber uma notificação a dizer ‘esteve em contacto com uma pessoa que deu positivo Covid, se faz favor tenha atenção’”, refere.

Neste momento, Portugal regista um R0, número médio de contágio por pessoa infetada, entre os 0,94 e 1.04.

No fim desta reunião com especialistas, o Presidente da República anunciou que o estado de emergência não ia ser renovado, mas apelou à continuidade de contenção dos portugueses.

O impacto do levantamento de algumas restrições já tinha sido abordado pelo secretário de Estado da Saúde. Lacerda Sales considera que o SNS está preparado para um possível aumento de casos de Covid-19 em cuidados intensivos após o final do período de confinamento.

Também a propósito da gradual reabertura do país, a Renascença ouviu um dos especialistas que está na linha da frente no Hospital de São João. O coordenador do Centro de Referência de ECMO prevê "mortalidade significativa em cuidados intensivos".

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou cerca de 212 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 832 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 948 pessoas das 24.322 confirmadas como infetadas, e há 1.389 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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