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Covid-19. Investigadores britânicos admitem vacina em setembro

28 abr, 2020 - 18:14 • Hugo Monteiro , com redação

São dados animadores mas, em declarações à Renascença, Manuel Vilanova, antigo presidente da Sociedade Portuguesa de Imunologia, alerta para o facto de ser preciso algum tempo para que qualquer vacina consiga garantir a sua eficácia.

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Afinal, uma vacina contra a Covid-19 pode chegar ao mercado já em setembro. A possibilidade é admitida por investigadores do Instituto Edward Jenner, da Universidade de Oxford.

De acordo com notícia avançada pelo jornal “The New York Times”, até ao final de maio, o fármaco vai ser testado em seis mil pessoas.

Já foram alcançados resultados positivos em testes laboratoriais que foram feitos em animais, nomeadamente em macacos.

Estes são dados animadores mas, em declarações à Renascença, Manuel Vilanova, antigo presidente da Sociedade Portuguesa de Imunologia, alerta para o facto de ser preciso algum tempo para que qualquer vacina consiga garantir a sua eficácia.

“Nós temos que saber controlar alguma ânsia na chegada das soluções, há resultados encorajadores, mas a verdadeira resposta sobre a eficácia das vacinas vai, certamente, demorar algum tempo. De qualquer maneira, o investimento que está a ser feito é útil e eu tenho alguma esperança que a ciência, mesmo numa situação difícil como esta, consiga produzir um resultado satisfatório num tempo que, provavelmente, vai ser um tempo recorde”, afirma Manuel Vilanova.

No entanto, nesta altura, é ainda muito prematuro apontar uma data para o aparecimento de uma vacina capaz de travar a pandemia, sublinha o especialista.

Nestas declarações à Renascença, o professor Manuel Vilanova chama ainda a atenção para terapias recentes que têm apresentado resultados positivos e que consiste em travar a resposta em excesso do sistema imunológico dos doentes infetados.

Quanto à vacina, o ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Imunologia explica que o objetivo é que seja capaz de neutralizar o vírus.

“A vacinação será mais dirigida para a neutralização do agente patogénico. Agora, havendo infeção, há terapias que têm vindo a ser experimentadas que parece terem dado bons resultados em números limitados de doentes, que permitem neutralizar os mediadores imunológicos e evitar o dano que causa por serem produzidos em excesso”, explica Manuel Vilanova.

Quanto aos projetos de investigação que estão a decorrer em Portugal, este especialista em vacinação diz que poderão vir a ser importantes para melhor compreender a evolução da Covid-19.

“Sei de alguns em que se está a tentar compreender alguns mecanismos da doença. Certamente, serão projetos que vão gerar resultados que poderão ser úteis. Tentar perceber porque é que algumas pessoas são mais resistentes ou mais suscetíveis à infeção, por exemplo”, conclui Manuel Vilanova.

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