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Coronavírus

Bastonário da Ordem dos Médicos diz que "R" português ainda é elevado para a retoma

27 abr, 2020 - 11:50 • Inês Braga Sampaio

Na rua, Miguel Guimarães quer ver toda a gente a usar máscaras comunitárias. Nos hospitais, defende que devem ser dadas máscaras cirúrgicas à entrada. Bastonário defende que o "R" português ainda não está no nível ideal para a retoma.

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O bastonário da Ordem dos Médicos considera que o "R" português - número de pessoas que, em média, uma pessoa infetada com Covid-19 contagia- ainda não está no valor ideal para o regresso à normalidade.

"A infeção está, aparentemente, controlada, mas o R continua a estar em 1, um valor que, não sendo muito elevado, é elevado e vai ter de se ter em consideração quando se iniciar a retoma, porque devia estar perto dos 0,7 ou até menos. Temos de continuar a fazer as medidas restritivas no dia a dia, que servem para proteger as pessoas mais frágeis, como os idosos", salientou Miguel Guimarães, esta segunda-feira, em declarações aos jornalistas, no Hospital de Santo António, no Porto.

O bastonário da Ordem dos Médicos defende que o uso de máscara comunitária deve ser obrigatório em espaços públicos e que, nos hospitais, devem ser fornecidas máscaras cirúrgicas a todos os utentes.

Miguel Guimarães sublinhou que a situação das máscaras nunca está resolvida, porque "um milhão de máscaras pode durar para três ou quatro dias", pelo que "é sempre necessário reabastecer", especialmente no caso das unidades de saúde. Em suma, o uso de máscara deve ser obrigatório, contudo, para tal, também deve ser facilitado.

"Ninguém deve entrar nos hospitais sem ser dada à porta uma máscara cirúrgica. Quando os cidadãos andam na rua, vão às compras, devem utilizar uma máscara comunitária, que dá proteção semelhante à máscara cirúrgica. Essas máscaras comunitárias são, também, importantes, para que a retoma, que tem de ser progressiva e monitorizada de perto, seja possível", salientou o bastonário.

Miguel Guimarães esteve no Hospital de Santo António a entregar material para o combate ao novo coronavírus.

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