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Évora. Monte alentejano transformado em centro de acolhimento para sem-abrigo

21 abr, 2020 - 12:16 • Rosário Silva

Habituado a utilizações variadas, mais no âmbito da cultura, o equipamento municipal volta a abrigar pessoas vulneráveis. Depois de ter sido resguardo para o tempo frio, o Monte Alentejano é agora resposta para os sem-abrigo por causa da covid-19.

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Construído para ser estrutura provisória para a Feira de São João de 1970, o conhecido Monte Alentejano, no Rossio de S. Brás, em Évora, está agora transformado, temporariamente, em Centro de Acolhimento para Sem-Abrigo.

Trata-se de “uma resposta concreta e especializada para apoiar os sem-abrigo”, no âmbito do Plano de Contingência de Évora para a Covid-19, explica a câmara de Évora, em comunicado enviado Renascença e onde anuncia a “instalação dos primeiros utentes.”

Este equipamento municipal, com inúmeras utilizações, seja por parte da autarquia, seja de particulares e agentes do concelho, foi alterado para poder constituir-se em apoio social nesta fase excecional.

“Esta estrutura serve, essencialmente, para minimizar os efeitos do vírus do ponto de vista social, uma vez que o centro é uma possibilidade para eles (sem-abrigo), não é uma obrigação”, esclarece a vereadora do município eborense, com o pelouro da ação social, Sara Dimas Fernandes.

Para além da Câmara, são entidades parceiras na Unidade de Rede dos Sem-Abrigo do Conselho Local de Ação Social de Évora, a Administração Regional de Saúde do Alentejo, o Centro de Respostas Integradas do Alentejo Central, Unidade de Cuidados na Comunidade, o Centro Distrital do Instituto de Segurança Social, o Centro Humanitário de Évora da Cruz Vermelha Portuguesa e a Santa Casa da Misericórdia local.

O Monte Alentejano já tinha, de resto, funcionado como local de acolhimento para estas pessoas, no âmbito de outro plano de contingência, no caso, para o tempo frio.

“Estamos a falar de utentes com características especiais, muitos dos quais não aceitam acolhimento num determinado local”, recorda a vereadora, por isso “este espaço está pronto para receber apenas os que aceitarem, uma vez que, desde março, todos os sem-abrigo do Concelho estão a ser acompanhados semanalmente por uma equipa da Unidade de Rede que lhes presta a informação e o apoio necessário nos locais onde pernoitam.”

Sara Dimas Fernandes lembra que a principal mensagem, amplamente divulgada, para a população é “fiquem em casa, sendo que os sem-abrigo nem um teto têm”, daí que este apoio vise “garantir dignidade aos sem-abrigo”, baseando-se “numa parceria muito sólida entre as diversas entidades envolvidas

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