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EUA dizem estar a acompanhar “muito de perto” alegados problemas de saúde de líder norte-coreano

21 abr, 2020 - 22:20 • Lusa

Kim Jong-un tem estado longe do olhar público e não tem comparecido a cerimónias públicas. Media já adiantam que pode ter sido operado.

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O Governo norte-americano está "a acompanhar muito de perto" as informações sobre alegados problemas de saúde que afetam o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assegura Robert O'Brien, conselheiro de Segurança Nacional da administração Trump.

Estamos a seguir essas informações de muito perto". Disse O'Brien ao intervir num programa da cadeia televisiva norte-americana Fox.

O'Brien referia-se um artigo publicado pelo Daily NK, um 'media' digital produzido em Seul por dissidentes norte-coreanos com ampla rede de contactos no país vizinho e que assegurou que Kim "se submeteu recentemente a uma operação cardiovascular".

O texto do Daily NK assegura que as causas da alegada operação ao coração do líder norte-coreano são "o tabagismo, a obesidade e excesso de esforço".

Na sua intervenção no programa "Fox & Friends", O'Brien assegurou que apesar da crise do novo coronavírus os Estados Unidos permanecem com "um olho observador sobre os acontecimentos que ocorrem na Coreia do Norte, assim como em outras partes do mundo".

A notícia sobre os possíveis problemas de saúde do líder norte-coreano surgiu após a sua ausência na tradicional visita ao mausoléu de Pyongyang, onde permanece o corpo do seu avô Kim Il-sung, de acordo com as imagens divulgadas pelos 'media' do país.

Por tradição, no dia 15 de abril, aniversário do nascimento do seu avô e a principal festividade nacional, Kim Jong-un visita o Palácio do Sol de Kumsusan e presta tributo ao fundador da Coreia do Norte, com ampla cobertura dos 'media' controlados pelo regime.

Hoje, o Governo sul-coreano assegurou que não detetou "atividade inabitual" na Coreia do Norte, enquanto o Japão optou por não comentar a informação emitida pelos dissidentes norte-coreanos.

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