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Rui Rio diz que aumento salarial de 0,3% para os funcionários públicos "não devia acontecer"

20 abr, 2020 - 14:07 • Redação

Segundo a notícia do Público, que o líder do PSD comentou numa rede social, os funcionários públicos começam esta segunda-feira a receber os salários de abril com os aumentos de 0,3% para a generalidade dos trabalhadores e de 10 euros para as remunerações inferiores a 700 euros.

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O presidente do PSD, Rui Rio, escreveu esta segunda-feira, na rede social "Twitter" que os aumentos de 0,3% para os funcionários públicos não deviam acontecer tendo em conta o momento que o país atravessa, que decorre da pandemia global do Covid-19.

Os funcionários públicos, segundo noticia hoje o Público, começam esta segunda-feira a receber os salários de abril com os aumentos de 0,3% para a generalidade dos trabalhadores e de 10 euros para as remunerações inferiores a 700 euros, com retroactivos a Janeiro.

Rio até começa por dizer na publicação quue "bem sei que 0,3% é pouco". No entanto, pensa que "quando há trabalhadores em lay-off a receber só 2/3 do salário, outros atirados para o desemprego e as finanças públicas brutalmente pressionadas pelos gastos que estamos a ter de fazer, estes aumentos não podiam acontecer".

Segundo o mesmo jornal diário, nos níveis mais baixos as bases remuneratórias passam 635,07 euros para 645,07 euros e de 683,13 euros para 693,13 euros, correspondente a uma actualização de 1,5%.

Já os aumentos de 0,3% acima dos 700 euros resultam em subidas entre dois a três euros brutos para remunerações até ligeiramente acima de 1.000 euros.

Apenas a partir do 25.º nível remuneratório da tabela salarial, correspondente a 1.716,4 euros ilíquidos, o aumento é superior a cinco euros brutos.

Na sexta-feira, fonte oficial do Ministério da Administração Pública admitiu, no entanto, à Lusa que há serviços que poderão não conseguir pagar as actualizações ainda em Abril.

“As actualizações salariais já começaram a ser processadas em Abril, no entanto, esse pagamento dependerá da capacidade dos serviços e do momento em que estes processam os respectivos salários”, afirmou fonte oficial do Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública. “Em todo o caso, os aumentos serão retroactivos a Janeiro de 2020”, acrescentou.

Segundo o ministério, o impacto orçamental que decorre das valorizações salariais em 2020 é de 95 milhões de euros.

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  • Rui Nunes
    20 abr, 2020 Faro 17:37
    O Dr Rui Rio é uma pessoas pela qual nutro consideração e respeito e que, em algumas circunstâncias recentes, tem exibido o que se pode designar de postura de Estado. Todavia, neste caso, o Dr. Rui Rio fala do que não sabe; ou então, oq ue seria pior, não resistiu ao apelo da demagogia política. A Função Pública tem regras. Diferentes das que operam em outros setores económicos da Sociedade. Alguma favorecendo, outras prejudicando os funcionários públicos. Por exemplo, os funcionários públicos encontram-se sujeitos ao princípio da exclusividade. Os trabalhadores privados podem manter o número de empregos e tarefas que entenderem e puderem. Ao longo dos últimos anos de relativa prosperidade económica, por certo muita gente laborando em setores de atividade privada beneficiaram do bom clima económico para melhorar substancialmente os seus rendimentos, a taxas que me dispenso de quantificar. Os funcionários públicos beneficiam dos vencimentos brutos fixados há 11 anos atrás. Recorda-se, Dr Rui Rio? O que significa que viram as suas remunerações reais médias reduzidas de pelo menos 10%. Este ano, está prevista uma atualização parcial de 0,3% sobre os vencimentos brutos da generalidade dos funcionários públicos, o que significa que, uma vez mais, os servidores do Estado irão continuar a ver os seus vencimentos reduzidos. Asssim sendo, acha o Dr Rui Rio que vale a pena gastar o seu precioso tempo com construções imaginárias acerca dos alegados privilégios dos funcionários públicos?
  • Cidadao
    20 abr, 2020 Lisboa 17:05
    E embora como muitos comentadores da treta, que depois de ataque aos "malandros do funcionários públicos" se apressam a dizer "... mas isto não é nada contra os funcionários públicos..." - primeiro vilipendiam de todas as maneiras, depois dizem que não têm nada contra, imaginem se tivessem - aposto com Rui Rio que os funcionários públicos também preferiam que não lhes colassem o rótulo de "privilegiados" quando após todos os cortes do Sócrates, os cortes e aumentos de contribuições do Passos Coelho, os 10 anos de congelamento das carreiras - que para muitos vão significar uns 300€ a menos na reforma, fora o que deixaram de ganhar - o famoso aumento em termos médios é de 8 cêntimos por dia, tão bom que nem uma pastilha, paga. Se eu fosse F.P. provavelmente mandava o Centeno meter o "aumento" sabemos onde...
  • Jose Baltazar
    20 abr, 2020 Cano 15:49
    e nao é tirado do ordenado dele k todos os contribuintes pagam