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Covid-19

Rainha de Inglaterra cancela salvas de canhão no seu 94.º aniversário

18 abr, 2020 - 17:44 • Lusa

A decisão está relacionada com a pandemia causada pelo novo coronavírus. “Sua majestade não considerou isso apropriado nas circunstâncias atuais”, refere o Palácio.

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A Rainha Isabel II irá celebrar o seu 94º aniversário na quarta-feira, dia 22, sem salvas de canhão. A decisão surge na sequência do tempo de pandemia de Covid-19, que já causou mais de 14.000 mortes no Reino Unido.

A informação foi avançada por fonte do palácio de Buckingham, neste sábado. “Não haverá salvas de tiros de canhão. Sua majestade desejou que nenhuma medida especial fosse implementada para autorizar os tiros de canhão, pois não considerou isso apropriado nas circunstâncias atuais”, declarou.

Manda a tradição que a data de aniversário da Rainha seja assinalada por tiros de canhão disparados em Hyde Park e na Torre de Londres, assim como no Home Park de Windsor, a 40 quilómetros da capital.

A monarca manterá ainda em sigilo acerca de todas as chamadas telefónicas e de vídeo com a sua família, acrescentou a mesma fonte.

O Palácio de Buckingham já tinha anunciado que a tradicional parada militar organizada todos os anos em junho, para comemorar oficialmente o aniversário da Rainha, não seria realizado este ano.

Devido à epidemia, Isabel II retirou-se com o marido, o príncipe Filipe, de 98 anos, para o Castelo de Windor, já que ambos fazem parte da população especialmente em risco devido à pandemia de Covid-19.

Numa histórica intervenção televisiva transmitida no fim de semana da Páscoa, a monarca apelou aos seus súbditos para terem resiliência, assegurando que “melhores dias virão”, e enfatizou a importância das medidas de confinamento.

A Covid-19 já atingiu mais de 114 mil pessoas e causou 15.464 mortos no Reino Unido, de acordo com o mais recente balanço.

Evolução de casos no mundo


Ao nível global, a pandemia causada pelo novo coronavírus provocou mais de 154 mil mortos e infetou mais de 2,2 milhões de pessoas. Mais de 497 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 687 pessoas das 19.685 registadas como infetadas, segundo os dados divulgados neste sábado.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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