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Coronavírus

DGS diz que falta robustez aos estudos que ligam a vacina do BCG à proteção ao Covid-19

15 abr, 2020 - 14:21 • João Carlos Malta

Secretário de Estado da Saúde considera preocupante que as chamadas para o INEM sejam agora de menos de 500 por dia, quando antes do Covd-19 eram, em média, de 3.600.

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O subdiretor-geral da Saúde, Diogo Cruz, diz que é cedo para concluir que a vacina da BCG pode dar maior protecção em relação à Covid-19. Aquele responsável diz que há, neste momento, muitos estudos a serem feitos, mas que por falta de tempo têm pouca amostragem e pouca robustez científica.

“Tem sido vinculada a hipótese de a vacina da BCG poder dar maior imunidade a esta doença, estamos a falar de ensaios que comparam países, pelo que me parece redutor podermos tirar conclusões deste tipo de comparações, já que há muitos fatores à volta, porque países diferentes tomaram decisões diferentes em resposta à pandemia”, avançou Diogo Cruz, durante a conferência de imprensa diária feita pelas autoridades de saúde em Portugal.

O mesmo acrescentou, no entanto, que a DGS está a acompanhar esta discussão na comunidade científica, e a Austrália estará a desenvolver novos estudos sobre o assunto, e que Portugal vai estar atento.

“Assim que houver evidência científica robusta, comunicaremos”, concluiu.

Saúde mental

Um outro assunto debatido na conferência de imprensa, foi o do aumento dos níveis de ansiedade e o estado de saúde mental da população que está confinada.

O secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, afirmou estarem em contacto direto com a Ordem dos Psicólogos, e acrescenta que a SNS 24 tem linhas de apoio psicológico. Sales avançou ainda que muitos desses pedidos de ajuda são inclusive de profissionais de saúde.

Em relação ao alterar das regras de confinamento, Diogo Cruz, sub-director geral da Sáude, apesar de dizer que não compete à entidade a que pretence tomar decisões, avançou que já estão a ser estudadas formas e momentos de eventual suavização das medidas até agora em vigor.

“Nós aconselhamos o Ministério da Saúde sobre as medidas que devem ser tomadas. O que temos visto é o aplanar da curva, ou seja, que as medidas tomadas foram as adequadas", analisou. "E temos estado a estudar quando e como podemos aliviar medidas. Estamos a fazer este trabalho há mais de uma semana. Quando tivermos resultados, informaremos”, acrescentou.

Em relação a hipótese de algumas medidas de isolamento e distanciamento social se prolongarem no tempo, Cruz disse que, neste momento, é cedo para afirmar se o vírus vai ter mais ou menos ondas, no futuro, mas considera que, caso existam, outras medidas possam ser tomadas.

Confiança no INEM

Na conferência de imprensa desta quaerta-feira que contou com o presidente do INEM, Luís Meira, o secretário de Estado da Saúde disse que aquele oraganismo tem tido um “papel preponderante”.

“Fez cerca de mil transportes no âmbito do Covid-19 desde março e mais de 3200 colheitas para análises. Estas recolhas foram feitas ao domicilio, em lares, juntos de forças de segurança”, disse o governante.

Lacerda quis ainda dar um voto de confiança no sistema de transporte de doentes emergentes e disse que os "cidadãos podem e devem ligar 112 em caso de emergência ou do agravamento do estado de saúde". "Antes da pandemia, recebia em media 3800 chamadas, hoje recebe menos de 500 por dia, o que resulta do confinamento mas nao pdoe resultar do receito dos cidadãos de recorrer ao SNS em caso de urgência”, disse o secretário de Estado, reiterando que o SNS continua a dar resposta aos cidadãos.

Luís Meira salientou que “as pessoas podem e devem ter confiança no sistema integrado de emergência médica”.

“Está garantida a segurança para que a intervenção possa ser feita sem problemas e sem receios de infeção, os circuitos estão bem definidos, os operacionais têm formação e conhecimento necessário para reduzir ao máximo os riscos de contaminação, por isso é importante que as pessoas que têm necessidade de assistência médica não adiem esse contacto ao 112”, afirmou.

O mesmo responsável disse que, o número de chamadas na linha de apoio psicológico do INEM até desceu nos primeiros meses do ano, mas “nos últimos dias” tem aumento ligeiramente para “valores semelhantes aos do ano passado". "Estamos com 50 e poucas chamadas por média por dia”, identificou.

Mais de 200 mil testes

Portugal realizou desde 1 de março mais de 200 mil testes e tem um milhão e 35 mil testes em stock.

"Temos hoje um milhão e 35 mil testes em 'stock' e foram distribuídos, esta semana, mais 265 mil testes pelas cinco administrações regionais de saúde e as duas regiões autónomas", revela o secretário de Estado da Saúde.

António Lacerda Sales detalha que o Norte recebeu 45% dos "kits" e Lisboa e Vale do Tejo recebeu 30%.

O secretário de Estado da Saúde, António Sales Lacerda, informou ainda que “a taxa de mortalidade relativamente aos doentes Covid é de cerca de 5,5 por 100 mil habitantes em Portugal". E afirmou que a taxa nacional é inferior à da maioria dos países da Europa com exceção da Alemanha e da Áustria.

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