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Pandemia de Covid-19

Regresso das aulas presenciais a 4 de maio "permitiria compensar tempo perdido", diz ministro

09 abr, 2020 - 22:46 • Redação

Tiago Brandão Rodrigues explica que exames finais não vão contar para a média interna dos alunos. "O que fizemos foi separar a finalização do secundário do acesso ao Ensino Superior", disse, em entrevista à RTP.

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O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, explicou esta quinta-feira que, se for possível voltar às aulas presenciais no dia 4 de maio, será possível compensar as semanas perdidas com a suspensão das aulas devido à Covid-19.

"A data de 4 de maio permitiria compensar o tempo perdido e teríamos praticamente o mesmo número de semanas de aulas. Este é o plano A, que só será possível se tudo correre como desejamos. O plano B é o ensino à distância poder responder a estes alunos", explica, em entrevista à RTP, recordando que o fim do ano letivo foi alargado para 26 de junho.

No entanto, Tiago Brandão Rodrigues explica ainda que o regresso das aulas presenciais depende "da resposta da sociedade ao vírus, que permita afrouxar as medidas de contenção".

O Ministro da Educação explica que os alunos só "vão fazer os exames de entrada ao Ensino Superior" e que estes não vão contar para a média interna e necessária para terminar o ensino secundário.

"Queremos diminuir a pressão de exames feitos numa altura de muitas contingências. Alunos só vão fazer exames que contam para a entrada para o Ensino Superior. Estes exames não vão contar para a nota interna. O que fizemos foi separar a finalização do secundário do acesso ao Ensino Superior", explica.

Professores devem manter contacto com estudantes

A partir do dia 20 de abril, a RTP Memória voltará a emitir a telescola, mas Tiago Brandão Rodrigues explica que os professores devem continuar a manter o contacto com os seus estudantes.

"O grande desafio era não deixar ninguém para trás. Estamos a criar recursos para que os professores cheguem rapidamente aos alunos, através da RTP Memória. É indicado que os professores mantenham contacto com os alunos para darem material e fichas de estudo", termina.

Em Portugal, segundo o balanço feito esta quinta-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes, mais 29 do que na véspera, e 13.956 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 815.

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