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Coronavírus

D. Américo Aguiar garante que Renascença não pondera avançar para "lay-off"

07 abr, 2020 - 09:20 • Anabela Góis (entrevista), Redação (texto)

"Não faremos absolutamente nada que prejudique os nossos trabalhadores", salienta o bispo auxiliar de Lisboa e presidente do Conselho de Administração do Grupo Renascença Comunicação Multimédia.

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A Renascença não pondera avançar para o "lay-off" em quaisquer setores, apesar do impacto económico da pandemia do novo coronavírus e das dificuldades financeiras do setor da comunicação social.

"Nós não ponderamos que isso aconteça", é a garantia dada, nesta terça-feira, por D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa e presidente do Conselho de Administração do Grupo Renascença Comunicação Multimédia.

"Estamos a aguardar pelas medidas que o Governo vai anunciar para o setor da comunicação social, que está em crise já há algum tempo. Já há meses ou até anos que os 'media' vivem com dificuldade, seja a imprensa escrita, televisão ou rádio. É um setor que vai tendo dificuldades de se adaptar a estas novas circunstâncias, principalmente com a luta desigual do digital. Mas o que é certo é que, também atendendo à nossa matriz católica, porque somos a rádio católica portuguesa, não faremos absolutamente nada que prejudique os nossos trabalhadores", afiançou D. Américo Aguiar, em entrevista à Renascença, no programa As Três da Manhã.

Uma das possibilidades que têm sido faladas é a injeção de dinheiro nos órgãos de comunicação, por parte do Estado, através da compra de espaços de publicidade. O presidente do Conselho de Administração da Renascença não acredita que isso possa pôr em causa a verdade jornalística.

"Há muitas possibilidades, umas defendem mais essa situação, outras podem ser mais frágeis, mas eu tenho de acreditar na capacidade de obedecer a um código deontológico e na verdade e seriedade de cada um dos órgãos de comunicação. É uma das soluções que estão em cima da mesa, mas vamos ver o que o Governo vai anunciar", frisou.

"Parabéns a você"

Na sexta-feira, a Renascença completa 83 anos de existência. D. Américo Aguiar aproveitou a ocasião para enaltecer tudo aquilo por que a rádio já passou, ao longo de quase um século de vida.

"É uma senhora que já viveu muito, já ultrapassou muitas dificuldades, muitos problemas. Estarmos aqui hoje significa que vencemos juntos. Continuaremos a ser vencedores e estaremos cá para o 100.º aniversário, para todos os aniversários, sempre com a rádio. Porque a rádio tem esta capacidade de se adaptar sempre a cada cultura, a cada tempo, a cada modernidade e a cada dificuldade maior. Não há meio mais próximo, mais presente e acompanhador de cada ouvinte, mesmo do pobre, do último, que a rádio", declarou.

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