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“Jornalistas são defesa para todos nós”, avisa D. Américo Aguiar

04 abr, 2020 - 13:00 • Eunice Lourenço

Bispo auxiliar de Lisboa salientou trabalho dos cientistas e dos jornalistas na missa em que reforçou que ninguém está autorizado a celebrar missas comunitárias.

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Um alerta contra as notícias falsas e o pedido de mais condições para os cientistas e investigadores marcaram as palavras de D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa, na missa que celebrou este sábado na capela da Renascença e que foi transmitida na rádio e em vídeo.

“Quando andarem à procura de informação -o famoso dr. Google, que todas as doenças resolver – tenham o cuidado de certificar a origem da informação porque os jornalistas, neste caso, são uma defesa muito boa para todos nós. Os jornalistas obedecem a um código deontológico que os obriga, os convida, os ajuda a serem intermediários entre a realidade e nós, os consumidores de informadores”, pediu D. Américo Aguiar, que é também presidente do Conselho de Gerência da Renascença.

“Os nosso jornalistas – e quando digo nossos estou a dizer Renascença e estou a dizer todos - fazem um esforço por serem verdadeiros, fazem um esforço por não passar as ditas ‘fake news”, por não passar mentiras, por não enganar os seus auditórios, mas no mundo da Internet existem milhares de piratas”, acrescentou D. Américo Aguiar, já no final da missa.

O bispo pediu a todos de todas as idades para que “não embarquem em todas as informações, sobretudo naquelas que podem pôr a vida em risco”, como as informações que circulam sobre eventuais remédios ou curas. “Quando aquilo parece tão fácil é mentira, senão já tínhamos bebido os chás e todos os pós de perlimpimpim e tudo tinha passado”, concluiu.

Antes, na homilia, D. Américo Aguiar quis deixar uma palavra de agradecimento e apoio para os cientistas, pedindo melhores condições para o seu trabalho no dia a dia. “Agora todos estamos aflitos: queremos vacinas, queremos medicamentos, queremos que os investigadores e os cientistas, de um momento para o outro, resolvam a situação. Devemos ter o cuidado de os ter presentes sempre, nos tempos normais e nos tempos anormais”, alertou D. Américo, deixando já um pedido para o tempo pós-pandemia de Covid-19.

“Quando tudo isto passar, temos de voltar o nosso olhar para as condições que criamos para que os cientistas, os investigadores, as universidades tenham condições que permitam, no dia a dia, fazerem o seu trabalho para o bem de toda a humanidade”, acrescentou.

À entrada da semana santa, D. Américo Aguiar também fez questão de lembrar que, para evitar o contágio por Covid-19, a Conferencia Episcopal Portuguesa suspendeu a missa com presença do povo, pelo que ninguém está autorizado a celebrações comunitárias.

“Não há celebrações com a participação do povo, não há celebrações comunitárias. Ninguém está autorizado a celebrações comunitárias e, por isso, os sacerdotes vão celebrar pelo povo, das maneiras mais diversas, através dos media”, disse o bispo, convidando: “Todos nós somos convidados, em nossa casa, no lar, na circunstância em que estivermos geograficamente, a assistir, a participar, a concelebrar, com todas as aspas nestes momentos da vida dos cristãos, nesta semana santa que nos é dado viver.”

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