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António Costa. "Estamos na fase mais crítica. Este é o mês de maior risco"

03 abr, 2020 - 09:03 • Redação

O chefe do Governo respondeu às questões essenciais sobre a pandemia de novo coronavírus em Portugal. Reveja a aqui entrevista da Renascença.

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Veja a entrevista completa a António Costa na Renascença
Veja a entrevista completa a António Costa na Renascença

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Nesta entrevista à Renascença, António Costa reforça o apelo de contenção às pessoas, mas ressalva que não se trata de um “castigo”, mas sim de uma necessidade urgente para conter a propagação do novo coronavírus. "A circulação e convívio são os maiores inimigos desta pandemia.”

“Estamos na fase mais crítica. Este é o mês de maior risco. Há cansaço que se vai acumulando, mas circulação e convívio são os maiores inimigos a esta pandemia”, diz o Primeiro-ministro.

“Isto tem de ser corrido como uma longuíssima maratona e não como uma estafeta de quatro vezes cem metros”, justificou o primeiro-ministro, salientando que o prolongamento do Estado de Emergência ontem decretado é “absolutamente imprescindível”.

Momento mais difícil do país

O chefe do Executivo assume que este é um momento “muito mais difícil” para as pessoas doentes, para as que perderam familiares, dos profissionais de saúde, para as forças de segurança, para as IPSS, do que para si próprio. “Todos estão seguramente pior que eu.”

Segundo o governante, apesar de o país ter estado a conseguir a cumprir o primeiro objetivo - o de não ter um aumento exponencial de infetados - António Costa insistiu que não se pode achar que o pior já passou. “Havemos de passar este túnel. Ainda não conseguimos ver, mas há luz.”

Sobre a barreira de um milhão de infetados no mundo pela Covid-19 fala de um cenário que “só conhecíamos da ficção” e da história. “Só todos juntos podemos vencer” esta pandemia, sublinha.

Data limite para regresso às aulas presenciais

“A data limite para que o calendário escolar possa ser cumprido, com ensino presencial, designadamente no secundário, é 4 de maio”, revela o primeiro-ministro à Renascença. “Podemos ter época de exames no final de julho e um ciclo de pausa em agosto, com segunda fase em setembro.

O primeiro-ministro reforça que a decisão só será anunciada a 9 de abril e recorda que será baseada na auscultação dos e epidemiologistas, que acontece na terça-feira.

Lições a tirar da pandemia

“A reflexão que temos de fazer é que hoje não podemos ter cadeias económicas tão extensas e tão dependentes de um só país que é a China. Essa é a maior lição”, lembra que o primeiro-ministro.

“A Europa tem de voltar a produzir o que se habituou a importar da China”, observa.

António Costa reforça a sua confiança na unidade europeia, defendendo que não nos devemos deixar contaminar pelo vírus da divisão. “A Europa tem de ser solidária. Houve momento muito tenso, mas é fundamental que a Europa não desista de si própria. Seria absolutamente irresponsável deitar abaixo tudo o que construímos nos últimos 70 anos.”

Se é com coronabonds, eurobonds, com emissão de dívida ou apoios diretos com base no Orçamento da União Europeia, o governante não se quis detalhar, pois o fundamental “é a UE ter em conjunto uma capacidade de resposta a um desafio é que comum”.



António Costa foi questionado sobre as novas regras do estado de emergência, os apoios a empresas e instituições sociais, o Orçamento do Estado que entrou em vigor na quarta-feira e a reposta do sistema de saúde à pandemia, um mês depois da confirmação do primeiro caso detetado em Portugal.

A entrevista foi conduzida pela editora de política da Renascença, Eunice Lourenço, no programa “As Três da Manhã” desta sexta-feira.

Comentários
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  • Americo
    03 abr, 2020 Leiria 15:01
    A toda esta desgraça acresce o facto de termos com primeiro-ministro este sr. É preciso ter muito azar.
  • Carlos
    03 abr, 2020 Famalicão 11:13
    O nosso 1º ministro tem uma presença frente a quem o interroga,permitindo-lhe passar pelos pingos da chuva.Nas perguntas que o podem comprometer sabe bem desviar-se delas.É de crer que depois desta emergência de que não tem qualquer culpa,terá de resolver problemas onde a austeridade (palavra que não gosta de pronunciar)tendo de arranjar outro termo para a mesma .Nessa nova etapa ,vai ou não cortar regalias aos governantes,para dar exemplo aos cidadãos e aos governos dos nossos parceiros?Na Espanha apesar de todos os problemas que enfrentam,parece que nisso ninguém bole.