|

 Casos Ativos

 Suspeitos Atuais

 Recuperados

 Mortes

A+ / A-

DGS

Graça Freitas garante que Portugal vai testar imunidade da população

04 abr, 2020 - 13:20

A Diretora-Geral da Saúde não prevê uma data para o regresso da "normalidade" à vida dos portugueses.

A+ / A-

Veja também:


A diretora-geral da Saúde garante que serão feitos testes à imunidade dos portugueses à Covid-19 para perceber a proporção que desenvolveu anticorpos e, consequentemente, este em contacto com o coronavírus.

Em conferência de imprensa, Graça Freitas esclareceu que os testes estão em desenvolvimento, mas não serão feitos para já.

"O Instituto Ricardo Jorge está a entrar numa fase piloto para ver como é que os testes podem ser feitos e quando. São testes de imunidade, que leva tempo a instalar-se. Em Portugal, a doença começou há um mês. A maior parte dos doentes ainda está em recuperação. Mas Portugal vai fazer estudos serológicos para peceber a proporção da população que tem anticorpos", começa por dizer.

Explica também que é preciso perceber quanto tempo dura a imunidade ao vírus: "A metologia está a ser equacionada pela comunidade científica internacional. É preciso perceber se a imunidade é duradoura ou não. O histórico do vírus ainda é curto e temos de esperar que o tempo passe para saber mais".

Já na sexta-feira, o primeiro-ministro António Costa reconheceu, em entrevista à Renascença, que os testes serológicos poderão ser importantes, a longo-prazo, para se ter uma real noção de quantos casos de infetados o país registou.

"Sabemos que a China agora fez testes sanguíneos e muitas pessoas estavam imunizadas porque tinham tido Covid-19, sem terem sentido sintomas. Nós também o poderemos fazer, os testes serológicos estarão prontos, mas só faz sentido fazer depois de passar a pandemia", termina.

Regresso à normalidade sem data definida

Questionada sobre uma possível data para a reabertura das escolas, a responsável da DGS explica que o regresso à normalidade está em estudo, de acordo com as medidas tomadas pelo governo e que terá de ser feito de forma gradual.

"Temos estado com um número de académicos a fazer o acompanhamento da epidemia, com dados reais e projeções. Estamos a acompanhar a intrução das medidas. Temos muito trabalho para fazer e para perceber em que altura será útil começar a introduzir alguma normalidade nas nossas vidas, de que forma e com que graduação. É importante também perceber como é que isso será monotorizado. Estas medidas requerem muita ponderação", termina.

O balanço diário da Direção-Geral e Saúde revela que Portugal regista 266 vítimas mortais e 10.524 infetados.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Ricardo Oliveira
    07 abr, 2020 Anadia 11:55
    Se testassem era a população em geral, de forma a sabermos o real número de infetados!..
  • VITOR GOMES
    04 abr, 2020 PORTO 17:05
    Também que garanta que todas as situações graves de saúde e letais estão controladas. A qualquer momento, os problemas de saúde não são somente o COVD 19. Façam as contas ao n.º de pessoas que no mesmo periodo do COVD morreram! Mais de 500....