|

 Casos Ativos

 Suspeitos Atuais

 Recuperados

 Mortes

A+ / A-

Paulo Rangel. Autorização da Comissão Europeia é boa notícia mas não substitui os “coronabonds”

04 abr, 2020 - 22:08 • Hugo Monteiro

O eurodeputado social-democrata acusa, ainda, Mário Centeno de desistir dos apoios europeus para o período pós-crise sanitária.

A+ / A-

Veja também:


O eurodeputado Paulo Rangel defende que, apesar da autorização da Comissão Europeia para Portugal aplicar 13 mil milhões de euros no apoio a empresas, continua a ser urgente a discussão sobre os “coronabonds”.

Em entrevista à Renascença, o social-democrata lembra que parte destes 13 mil milhões de euros “é proveniente de fundos que Portugal tinha direito a utilizar, mas também poderá ser dinheiro que o país pode vir a canalizar por outras vias”. Assim, “a partir de agora, o Estado tem uma espécie de carta branca para, empresa a empresa, poder ou dar empréstimos, ou injetar capital para poder responder a este período difícil”.

Paulo Rangel conclui que esta “é uma excelente notícia”, que no entanto, “já era esperada” e que “não substitui as boas notícias que nós necessitamos sob o ponto de vista do financiamento de um plano de recuperação económica”. Daí, estes apoios, não “dispensarem a discussão sobre os coronabonds”.

O eurodeputado do PSD lamenta as declarações do presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, que este sábado, em entrevista a vários jornais europeus, defendeu o adiamento do debate sobre os “coronabonds” para depois da crise e a concentração nas medidas em que haja consenso.

Paulo Rangel diz que “Centeno não é, afinal, a favor dos “coronabonds” e isto mostra que não basta o primeiro-ministro ter voz grossa”, no “bater a pé à Holanda”, uma vez que é o ministro português e o “presidente do Eurogrupo a baixar as expectativas”. “Ele já desistiu”, conclui.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.