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António Costa. "Portugal terá de voltar a produzir o que se habituou a importar da China"

03 abr, 2020 - 11:00 • Eunice Lourenço (entrevista), Sílvio Vieira (texto)

Em entrevista à Renascença, o primeiro-ministro extrai a primeira grande lição económica da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

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António Costa. "Portugal terá de voltar a produzir o que se habituou a importar da China"
A "maior lição" para Costa: Portugal não pode ser tão dependente de um só país como a China

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Diminuir a dependência das importações da China é a primeira grande lição económica que António Costa extrai da crise provocada pela pandemia de Covid-19. Em entrevista à Renascença, o primeiro-ministro sublinha que este é o momento da "Europa e Portugal se posicionarem para voltar a produzir interiormente muito do que se habituaram a importar da China”.

“A maior reflexão que temos de fazer é que hoje não podemos ter cadeias económicas tão extensas e tão dependentes de um só pais como a China. Essa é a maior lição”, assume o chefe do Governo.

António Costa afirma que há "capacidade nacional para produzir" muitos de bens que estão a ser importados e dá o exemplo "muito positivo de várias empresas a reorientarem a sua produção para produzirem máscaras, viseiras, batas, equipamentos de proteção individual", como resposta ao combate à pandemia de Covid-19.

O primeiro-ministro não crê que o país, apesar da maior exposição aos riscos, deva deixar cair a aposta nas exportações. Essa dependência, num momento como o atual, agudiza a crise, mas António Costa considera que uma retração seria um retrocesso.

"Um dos prolemas do país é que foi pouco competitivo para crescer com base nas exportações. Se crescemos mais com base nas exportações estamos mais expostos aos riscos internacionais, mas isso significa que temos uma economia mais diversificada. O que aconteceu é que tivemos um choque global em todas as regiões económicas. Não devemos andar para trás", reforça.

Veja a entrevista completa a António Costa na Renascença
Veja a entrevista completa a António Costa na Renascença
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  • 09 abr, 2020 13:39
    Infelizmente o calcanhar de aquiles de todos os países é tecnologia. E essa tão desejada independência vai demorar bastante, o mesmo tempo que a própria China levou p/ se tornar uma potencia tecnológica hoje.
  • Maria carvalho
    08 abr, 2020 Viana do Castelo 14:01
    Não esquecer que foram os sucessivos governos que destruíram a nossa indústria. Em muitos sectores, pagou-se para não produzir. Vamos ver se desta se abrem os olhos e as mentes.
  • José Pedro Alves
    07 abr, 2020 Lisboa 22:13
    Agora? Ele descobriu isso agora? 40 anos a destruir a indústria nacional e agora chegou a esta conclusão. Os camaradas que invistam agora, quero ver a qualidade da gestão deles e com o dinheiro deles. Cambada de INCOMPETENTES a começar por este primeiro ministro.
  • Mão estendida
    07 abr, 2020 Lisboa 14:03
    E se Portugal reduzir a sua dependência do dinheiro dos outros (dívida externa) também não seria mau de todo. Mas as gentes do teu partido gosta de frases bonitas como "Há vida para além do défice", e "A dívida é para se gerir, não para pagar".
  • David da Silva carne
    07 abr, 2020 Vila Nova de Gaia 10:56
    Comcordo plenamente, devemos ser menos dependentes da xina.. E apostar mais no que é nosso.
  • Joao
    05 abr, 2020 Sintra 21:42
    Só agora se apercebeu? Com tanta aposta no turismo optou pela opção fácil. Correu com moradores dos grandes centro, inflacionou a habitaçao desmedidamente e ainda falta a factura dos hóteis. Parecia Cavaco a acabar com as pescas e a agricultura
  • José Augusto
    05 abr, 2020 Viseu 13:15
    Esta conclusão "brilhante" do nosso primeiro ministro, em relação á dependencia da produção do nosso país e( da Europa), em relação á china fez-me lembrar aquele fado famoso. "Ó gente da minha terra, agora é que eu percebi........ Enfim.
  • VITOR GOMES
    04 abr, 2020 PORTO 16:50
    Algum impulso dos negócios com a china foi oriundo do Marcelo................
  • VITOR GOMES
    04 abr, 2020 PORTO 16:46
    Sr. Primeiro Ministro e o que vai fazer com a Fidelidade do Grupo Caixa Geral de Depósitos que agora o dono são os chineses?????
  • Sonia santos
    04 abr, 2020 Afife 16:22
    A .melhor informação para os portugueses . Obrigado pela sua atenção